Atitudes violentas e irresponsabilidade

“Eu sou do jeito que eu sol”, “Vou fazer o que eu quero”, “Você não pode me dizer o que fazer”. Embora essas frases sejam vistas com mais freqüência em adolescentes, muitos adultos assumem essa filosofia como se fossem verdades absolutas e conseqüentemente tornam-se escravos delas. Geralmente, essas pessoas não estão abertas ao diálogo, pois tem dentro de si verdadeiros “egos absolutos”: tudo e todos giram em torno de suas necessidades e desejos. Se alguém não se encaixa no papel de vassalo, é facilmente substituído por outro amigo, companheiro, pet. Ah! E como existem pessoas que se dão ao trabalho de servi-las… Atitudes violentas e irresponsabilidade traduzem o que existe de mais egocêntrico dentro de suas, pois emergem de um coração entorpecido pelo orgulho.

Penso ser mais fácil crescer com o outro. É na interação com o outro que eu me descubro. Eu não sei quem sou, quem me diz isso é o outro. O “conhece-te a ti mesmo” é tarefa mais difícil e que não percebo como algo a ser completado quando se atinge a maturidade, antes penso ser uma aventura para a vida, ou para isso que chamamos de vida. A irresponsabilidade do viver sem conseqüências de alguns tem origem no “carpe diem” que, em nossos dias nada tem a ver com o conceito original. Uma pena.

Carpe Diem é uma frase em latim de um poema de Horácio, e é popularmente traduzido para colha o dia ou aproveite o momento.

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Interferência

Existem pessoas que projetam a felicidade naquilo que não ainda não possuem.  O emprego ideal, o marido ideal, o carro ideal, tudo pode servir para preencher o vazio que sentem. Seu estilo de vida se resume a acumular, reter, ganhar. O que há de mal nisso? Nada, o problema está em perceber que você tem nunca terá tudo o que quer. São antipáticos, vivem a cultura da falta. Cobiçam, invejam e possuem até uma filosofia: o que é teu, é meu.

Os que optam pela indiferença assumem que já possuem tudo o que precisam e desenvolvem uma superioridade insuportável. Suas necessidades nunca são conhecidas por ninguém, afinal são auto-suficientes. O que não notam é que se abstraem e passam a viver uma realidade alternativa, são completamente apáticos, sem alegria. Num primeiro olhar não chamam nem atenção. Sua filosofia de vida: o que é teu é teu, o que é meu é meu”.

Outro grupo de pessoas, odiado e invejado por muitos, percebem que a vida não é só isso aqui que vivem aqui. Entendem que deve existir um significado maior pra tudo e buscam esgotar a possibilidade de viver uma vida que vale a pena. Interferem na vida dos outros, pois distribuem compaixão, se oferecem para ajudar, sem acepção, são incapazes de jogar uma lata de refrigerante na rua, que dirá um papel de bala. Esses seres humanos não são personagens de filme, romance ou quadrinhos. O cara que levantou para dar lugar para uma senhora no metrô é real. O menino que convida o rejeitado para o seu time de futebol na várzea existe. A mulher que trabalha, estuda e ainda doa seu tempo para distribuir sopas nas ruas de São Paulo de madruga é de carne e osso. Sua filosofia de vida é: “O que é meu, é teu”

É claro, não vamos nos encaixar em nenhum desses perfis. Afinal, usamos o relativismo para explicar o porquê de não nos identificarmos com nenhuma das representações dadas acima. Sempre temos uma explicação pra tudo e pra todos.

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