Um eco…

Como nasce e se desenvolve a arte graffiti…

Artista: Marcelo Eco

Site: www.marceloeco.com

“Urban Art” não é movimento. É arte!

Minha incompetência para desenhar ficou mais evidente na pré-escola quando meus trações eram incompreensíveis até mesmo pra mim. Mais tarde, no fundamental, limitava minha atuação a colorir as criações de amigos em trabalhos escolares. No médio, julguei-me e condenei-me a um mero obsevador  invejoso.

O que tenho realmente de talento é o consumo de Urban Art. Em alguns casos, segundos, minutos se passam enquanto tento descobri como esses artistas conseguem a proeza de impressionar-me ou despertar minha curiosidade para saber como o processo se deu. Penso: “Devia ter passado na fila dos talentos artísticos gráficos antes de ir pra barriga da minha mãe”.Os artistas desse segmento revelam um estilo de arte que tem ligação direta com a cidade e a vida na cidade.

Dentro desse rótulo temos desde os graffits às grandes ilustrações digitais e até mesmo a moda. Osgemeos e seus traços inconfundíveis, Shepard Fairey – mais conhecido pela série de cartazes de apoio a Barack Obama, o francês L’Atlas, o cubano Jorge Rodriguez-Gerada e o norte-americano Dubelyoo são apenas alguns expoentes desse gênero, para quais os puristas torcem o nariz. Entretanto, suas criações são comercializadas por valores astronômicos e dão conta de abastecer um mercado global.

Vista como cultura independente, a Urban Art abrange tantos cenários (desde evento na Daslu até os muros do Complexo do Alemão) que o radicalismo da provocação ao público foi para o último lugar na lista de metas/objetivos desse movimento. Por isso, ao meu ver, alcança tantos níveis de formação cultural e social em que o argumento de radicalismo nem é mais necessário, afinal arte não se explica…quer dizer, alguns tentam, não é?!

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