Como é difícil tomar uma decisão

Descanso no fato de que, apesar de Deus não ser a causa primeira de tudo quanto me acontece, nada do que venha a me acontecer estará fora de seu conhecimento, controle e cuidado.                                                         Ed René Kivitz

Com que roupa eu vou? Que carreira seguir? Digo sim ou não? Falo agora ou espero mais um pouco? Participo ou não daquele grupo? Experimento ou não?

Existe um momento em que deixamos de contar com alguém para tomar decisões e, dessa forma, passamos a decidir cada detalhe de nossas vidas, mesmo aqueles que nem exigem um grande esforço. Pode até não parecer, mas ao ler estas linhas você tomou uma decisão, baseada em critérios que levaram em conta seu tempo, o tamanho do artigo, quem o escreveu, entre outras coisas. Isto por conta da velocidade que nosso cérebro processa as informações que servem de base para decidir o “ler” ou “não ler”. O que me interessa, entretanto, neste artigo é tratar daquelas decisões mais difíceis de serem tomadas.

Uma decisão requer pensar qual o desdobramento daquele seu posicionamento em relação à vida futura: financeira, emocional, espiritual, entre todas as outras dimensões de nosso corpo, alma e espírito. Há, porém, quem pense que decisões devem ser tomadas quando você sente que chegou a hora. E justamente, por se fundamentarem apenas no sentimento ou emoções, só depois percebem o resultado danoso daquela precipitada determinação.  Existem também aqueles que acreditam estarem fazendo a vontade de Deus e, em alguns casos, sofrem porque, ou não era da vontade de Deus ou sentiram errado. Será que Deus haveria de colocar sentimentos dentro de nós para que somente eles nos direcionassem?

Existem os que preferem utilizar de toda a racionalidade para uma decisão. Esquecem que por agirem assim estão fazendo justamente o contrário da opção anterior, e isso não quer dizer que seja melhor. Por ser considerada mais fria e calculista, a decisão racional desenha quadros e situações futuras, pondera sobre o impacto daquele sim ou não no amanhã. Estrategicamente, põe-se a esquematizar suas vidas como se fossem relógios ou máquinas, esquecem de viver para cumprir um cronograma que eles criaram para quê, afinal de contas? Um desafio maior está para aqueles que querem conciliar suas vontades à Vontade de Deus, submeter seus desejos a um Plano Maior. Isso porque no momento da decisão precisarão levar em consideração não somente o lado emocional ou racional, mas os impactos na vida espiritual. Se algo decidido por você contraria os valores do Reino, certamente, contradiz o desejo de servi-lo em todas as áreas de sua vida e fazer a vontade d’Ele. Os valores da lógica no mundo vão em direção contrária aos preceitos cristãos. Cristo rompeu com o jeito (padrão) como as coisas aconteciam em seu tempo, não deveríamos fazer o mesmo?

Mas será que existe um jeito cristão de fazer as coisas? Se pensarmos que o cristianismo é um estilo de vida e que contém um modelo de vida para seguirmos, como o de Cristo, claramente existe uma maneira que nos diferencia de uma multidão. Um jeito de olhar o mundo pelos olhos de Cristo, um modo de amar as pessoas como Ele amou, uma maneira de cumprir a vontade de Deus como seu Filho o fez, estes deveriam ser nossos direcionamentos assim que nos levantamos pela manhã. Mas infelizmente, muitos querem só sentir a presença de Deus, não estão interessados em cumprir o que Ele deixou como exemplo de vida devocional.Se já é muito difícil decidir com qual roupa iremos trabalhar, estudar ou ir para Igreja, imaginem quando acrescentamos a seguinte questão: como isso me ajuda a cumprir a vontade de Deus na minha vida e, por conseqüência, atingir a vida de outros? Insisto que antes de buscarmos os benefícios do Reino devemos buscar SER como Ele nos ensinou.  Além disso, para que consigamos experimentar qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus é necessário ANTES que não nos conformemos com este mundo, mas SEJAMOS transformados pela renovação do vosso entendimento. 1

Quer fazer a vontade de Deus? Transforme a forma como você decide desde o que vai comer no almoço até mesmo qual o rumo profissional que sua vida tomará ou quais companhias terá do seu lado. Isso tem a ver diretamente com a forma como entendemos este mundo. Se nos conformamos com o rumo que as coisas neste mundo vão levando a nossa vida, é melhor incluir em nossos repertórios de louvor a canção do filósofo Zeca: “Deixa a vida me levar”. É assim que você DECIDE?

Referências

1. Romanos 12.2

Os dez mandamentos (versão moderna)

I Não terás outros deuses
Não crerás na existência de outros deuses, senão de Deus.
Não explicarás o universo senão em relação a Deus.
Não terás outro critério de verdade senão Deus.
Não te relacionarás com pseudodivindades, senão com Deus.
Não dependerás de falsos deuses, senão de Deus.
Não terás satisfação em nada que exclua Deus.

II Não farás imagens
Não tratarás como Deus o que não é Deus.
Não compararás Deus com qualquer de suas criaturas.
Não atribuirás poder divino a qualquer das criaturas de Deus.
Não colocarás nenhuma criatura entre ti e o teu Deus.
Não diminuirás Deus para que possas compreendê-lo ou dominá-lo.
Não adorarás qualquer criatura que pretenda representar Deus.

III Não tomarás o nome do teu Deus em vão
Não dissociarás o nome da pessoa de Deus.
Não colocarás palavras na boca de Deus.
Não te esconderás atrás do nome de Deus.
Não usarás o nome de Deus para te justificares.
Não te relacionarás com uma idéia a respeito de Deus, senão com o próprio Deus.
Não semearás dúvidas respeito do caráter e da identidade de Deus.

IV Lembra-te do sábado
Não deixarás de dedicar tempo exclusivamente para Deus.
Não deixarás de prestar atenção em Deus.
Não deixarás de descansar em Deus.
Não derivarás teu valor da tua produtividade.
Não tratarás a vida como tua conquista.
Não deixarás de reconhecer que em tudo dependes de Deus.

V Honra teu pai e tua mãe
Não negarás tua origem.
Não terás vergonha do teu passado.
Não deixarás de fazer as pazes com tua história.
Não destruirás a família.
Não banalizarás a autoridade dos pais em relação aos filhos.
Não deixarás teu pai e tua mãe sem o melhor dos teus cuidados.

VI Não matarás
Não tirarás a vida de alguém.
Não tirarás ninguém da vida.
Não negarás o perdão
Não farás justiça com tuas mãos movidas pelo ódio.
Não negarás ao outro a oportunidade de existir na tua vida.
Não construirás uma sociedade que mata.

VII Não adulterarás
Não farás sexo.
Não farás sexo na imaginação.
Não farás sexo virtual.
Exceto com teu cônjuge.
Não te deixarás dominar pelos teus instintos físicos.
Não terás um coração leviano e infiel.
Não te satisfarás apenas no sexo, mas te realizarás acima de tudo no amor.

VIII Não furtarás
Não vincularás tua satisfação às tuas posses.
Não te deixarás dominar pelo desejo do que não possuis.
Não usurparás a propriedade e o direito alheios.
Não deixarás de praticar a gratidão.
Não construirás uma imagem às custas do que não podes ter.
Não pensarás só em ti mesmo.

IX Não dirás falso testemunho
Não dirás mentiras.
Não dirás meias verdades.
Não acrescentarás nada à verdade.
Não retirarás nada da verdade.
Não destruirás teu próximo com tuas palavras.
Não dirás ter visto o que não vistes.

X Não cobiçarás
Não viverás em função do que não tens.
Não desprezarás o que tens.
Não te colocarás na condição de injustiçado.
Não desdenharás os méritos alheios.
Não duvidarás da equanimidade das dádivas de Deus.
Não viverás para fazer teu o que é do teu próximo, mas do teu próximo o que é teu.

Fonte: Ed René Kivitz

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