Intolerância religiosa

Você é religioso?!

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Uma reflexão sobre Oração

O que é oração? Não faço essa pergunta só para você, mas também pra mim, pois ultimamente tenho me questionado muito sobre o verdadeiro sentido do “orar”. Essa é uma prática (ou não) de cristãos e é ensinada como algo indispensável na vida de uma pessoa que diz servir a Cristo.
Desde pequeno, comecei a repetir palavras que me ensinaram a usar na hora de orar, tais como: “Senhor, meu Deus e meu Pai”, “Na tua presença nos colocamos agora” etc. Eu sempre encarei essas palavras como obrigatórias no “ato” de orar, como se fossem mágicas, como se fossem mantras repetitivos que precisam ser ditas num momento específico. Você já reparou que essas são palavras que no dia a dia não utilizamos? Por que será?
Uma indagação frequente em nossas igrejas é: por que a baixa frequência de jovens nos reuniões de oração? Eu acredito que essa falta de interesse se deva ao fato da maioria deles não entenderem o que significa realmente a oração. Você jovem, entende porque desde pequeno ouve na igreja que o cristãos deve orar sempre? Então, vamos refletir comigo?

Oração está para além de apenas e simplesmente pedir, ou como ouvi de um pastor que pregou na igreja onde congrego: “oração não é listinha de pedidos”. Oração não é repetir palavras. Não existe um lugar para orar. Oração não é forma, oração é conteúdo. A oração é relacionamento. Orar é estar em sintonia com o Soberano, buscando os propósitos do Eterno. Oração é estar perto de Deus e sua vontade. Oração é vida, não apenas um ato.
Temos centenas de passagens bíblicas sobre oração. Sobre homens que mantinham uma comunicação constante com Deus. O próprio Jesus, mesmo sendo Filho de Deus, mantinha uma vida de oração, de contato com o Pai. O apóstolo Paulo ensinava também aos Romanos e aos Colossenses:

Dediquem-se à oração, estejam alertas e sejam agradecidos. Colossenses 4:2

Alegrem-se na esperança, sejam pacientes na tribulação, perseverem na oração. Romanos 12:12

Dedicar-se e perseverar na oração faz parte da vida de um cristão salvo pela Graça de Deus, pois esse é um ato de dependência e de despojar-se de si mesmo e de suas vontades. O cristão que foi regenerado sabe que somente em oração conseguirá suportar as agruras da vida e as provações do dia a dia.
Oro a Deus, que pela sua Graça, nos atraia para um relacionamento estreito com Ele, fazendo com que nos dediquemos a fazer da nossa vida uma oração constante.

Que Deus nos abençoe!

Post originalmente publicado No Barquinho por Por Thiago Ibrahim (@thiagoibrahim)

Esmagada em 4 minutos

Fonte: Profetirando

Os dez mandamentos (versão moderna)

I Não terás outros deuses
Não crerás na existência de outros deuses, senão de Deus.
Não explicarás o universo senão em relação a Deus.
Não terás outro critério de verdade senão Deus.
Não te relacionarás com pseudodivindades, senão com Deus.
Não dependerás de falsos deuses, senão de Deus.
Não terás satisfação em nada que exclua Deus.

II Não farás imagens
Não tratarás como Deus o que não é Deus.
Não compararás Deus com qualquer de suas criaturas.
Não atribuirás poder divino a qualquer das criaturas de Deus.
Não colocarás nenhuma criatura entre ti e o teu Deus.
Não diminuirás Deus para que possas compreendê-lo ou dominá-lo.
Não adorarás qualquer criatura que pretenda representar Deus.

III Não tomarás o nome do teu Deus em vão
Não dissociarás o nome da pessoa de Deus.
Não colocarás palavras na boca de Deus.
Não te esconderás atrás do nome de Deus.
Não usarás o nome de Deus para te justificares.
Não te relacionarás com uma idéia a respeito de Deus, senão com o próprio Deus.
Não semearás dúvidas respeito do caráter e da identidade de Deus.

IV Lembra-te do sábado
Não deixarás de dedicar tempo exclusivamente para Deus.
Não deixarás de prestar atenção em Deus.
Não deixarás de descansar em Deus.
Não derivarás teu valor da tua produtividade.
Não tratarás a vida como tua conquista.
Não deixarás de reconhecer que em tudo dependes de Deus.

V Honra teu pai e tua mãe
Não negarás tua origem.
Não terás vergonha do teu passado.
Não deixarás de fazer as pazes com tua história.
Não destruirás a família.
Não banalizarás a autoridade dos pais em relação aos filhos.
Não deixarás teu pai e tua mãe sem o melhor dos teus cuidados.

VI Não matarás
Não tirarás a vida de alguém.
Não tirarás ninguém da vida.
Não negarás o perdão
Não farás justiça com tuas mãos movidas pelo ódio.
Não negarás ao outro a oportunidade de existir na tua vida.
Não construirás uma sociedade que mata.

VII Não adulterarás
Não farás sexo.
Não farás sexo na imaginação.
Não farás sexo virtual.
Exceto com teu cônjuge.
Não te deixarás dominar pelos teus instintos físicos.
Não terás um coração leviano e infiel.
Não te satisfarás apenas no sexo, mas te realizarás acima de tudo no amor.

VIII Não furtarás
Não vincularás tua satisfação às tuas posses.
Não te deixarás dominar pelo desejo do que não possuis.
Não usurparás a propriedade e o direito alheios.
Não deixarás de praticar a gratidão.
Não construirás uma imagem às custas do que não podes ter.
Não pensarás só em ti mesmo.

IX Não dirás falso testemunho
Não dirás mentiras.
Não dirás meias verdades.
Não acrescentarás nada à verdade.
Não retirarás nada da verdade.
Não destruirás teu próximo com tuas palavras.
Não dirás ter visto o que não vistes.

X Não cobiçarás
Não viverás em função do que não tens.
Não desprezarás o que tens.
Não te colocarás na condição de injustiçado.
Não desdenharás os méritos alheios.
Não duvidarás da equanimidade das dádivas de Deus.
Não viverás para fazer teu o que é do teu próximo, mas do teu próximo o que é teu.

Fonte: Ed René Kivitz

A cura

Se você não entender o objetivo do vídeo, peço gentilmente que assista novamente. Caso ainda não consiga, parta para outra leitura ou vídeo.

Fonte: Blog do Sakamoto

Eu sou melhor que você: espiritualidade versus misericórdia silenciosa

“Vivendo e não aprendendo… estes somos nós”. (Calvin)

A celebração da espiritualidade num mundo “pós-moderno” esmaga a imensa possibilidade de significados que o termo alcança e que o senso-comum costuma simplificar em narrativas rasas. Uma experiência mística não é exclusividade de um determinado segmento religioso antes se torna o centro de transcendência de todos eles. Concordando com a afirmação de Leonardo Boff (teólogo e escritor brasileiro) no momento em que a cultura entra em crise, sempre há uma volta à religiosidade e conseqüentemente é na espiritualidade que as grandes utopias e os grandes sonhos são gerados. Vejamos a tragédia em Realengo e os desdobramentos que o evento alcançou…

Os cristãos podem, em tese, ter uma espiritualidade mais elevada que o participante de um terreiro de umbanda. Além das fronteiras das crenças, o perfil que temos hoje no Brasil é o da pessoa “espiritualizada”: na sexta-feira participa de um despacho, no sábado faz meditação e yoga e no domingo de manhã leva seu dízimo e participa de um missa/culto em uma igreja católica ou cristã. Essa busca por maior intimidade ou conexão com o divino apresenta contornos de fuga da realidade e idealizam condições que nada tem a ver com o futuro imediato.

O que nos permite entender a espiritualidade alheia não é a tolerância ao credo estranho e sim o amor, não esse de fachada, não esse que serve às temáticas cinematográficas e do mercado publicitário, mas aquela capacidade de amar, de se relacionar com o próximo. Encarar um contexto social em que tragédias são o centro midiático desmonta a auto-imagem construída e idealizada por uma espiritualidade de “outdoor”. Enquanto a espiritualidade treina o olhar para dentro de si, o Amor liberta esse mesmo olhar para aquele que precisa da minha ajuda imediata. Essa releitura acerca do desenvolvimento potencial que se volta para o outro é um processo contínuo de transformação de caráter que nenhuma religião é capaz de moldar.

Estar perto de alguém não é o mesmo que se tornar próximo. Doar o que não nos faz falta não é ser misericordioso, não é ser espiritualizado. Escolher o agasalho mais velho para oferecer na campanha de ajuda aos miseráveis é um desserviço a generosidade. Ao invés do barulho que alguns fazem em relação a sua superioridade em doar dinheiro ou bens aos desabrigados, porque não silenciosamente compartilhar seu tempo num projeto voluntário? Isso mesmo, seu tempo. É no encontro com as necessidades do outro que há cura para a instabilidade emocional e ambigüidades de nosso caráter.

Infelizmente somos viciados no exibicionismo de nossa espiritualidade: o quanto somos superiores aos outros por conseguirmos desenvolver certas habilidades mediúnicas como falar com entes queridos, já mortos, chorar desesperadamente num culto evangélico ou falar da sua última abdução, experiências espirituais ou visões aos seus pares??? Nada disso constitui a dimensão exata da terminação espiritualidade. A mera tentativa de rastreá-la por meio de artifícios perceptíveis já é um paradoxo.

Tornar-se invisível e exercer a compaixão silenciosa talvez seja uma escolha sábia num mundo sedento por algo menos abstrato que experiências religiosas. Nosso maior exemplo de estilo de vida se concentra na pessoa de Jesus, por isso, questione-se: o que Cristo pregou? Uma religião (que vivemos intensamente nos fim de semana) ou o Amor???

Artigo originalmente publicado em www.jubracferraz.com.br

Pare de fingir que acredita em Deus

Exercemos diferentes papéis dependendo do espaço em que estamos: pai, filho, irmão, amigo, entre outros sem número de definições que mudam de acordo com o ambiente: profissional, familiar, religioso. Alguns sociólogos defendem o conceito de máscaras, isto é, alternamos durante toda vida múltiplas facetas cuja função principal está em ocultar ou “mascarar” alguns aspectos de nossa personalidade, representamos assim um papel social em função do cenário. Em síntese, somos meros atores no palco da vida.

De acordo com este pensamento, qual o papel do jovem cristão nos ambientes em que circula diariamente? Como refletir a imagem de Cristo numa sociedade em constante transformação? Tenho que me isolar do mundo? Afinal ser santo é isso, não? Ser separado, certo? NÃO! A resposta foi dada pelo próprio filho de Deus: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal”. 1 Mesmo diante destas palavras, fica o incômodo, pois acabado o culto no domingo a vida real é retomada. Muitos líderes discursam sobre verdadeiras cartilhas de “certo” e “errado” para serem aplicadas no dia-a-dia. Não pode falar palavrão, mas falar da vida daquele irmão cheio de problemas pode? Mentir é pecado, mas ocultar não, por isso não preciso contar pra ninguém meus pecados…Essas dúvidas que surgem na caminhada cristã, embora seja comum a todos, parece pressionar mais o jovem por conta da “resposta” que ele deve dar à família, à Igreja, aos amigos. Há uma pressão enorme para que você SEJA alguém, ESTUDE para ser alguém, é necessário CASAR cedo para não ceder às investidas do inimigo na esfera sexual, entre outras definições equivocadas. Toda essa enganação não condiz com os ensinamentos bíblicos: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” 2. O movimento se estende dentro da igreja. É muito comum vermos jovens se esforçando para parecer “espiritual”, até mesmo as orações sofrem mutações, parece que estamos rezando: “Amado Pai Celestial Todo Poderoso Deus de Amor…” Assim mesmo, sem respiração, sem pausas, uma reza.

A estratégia parece ter mudado, ao invés de possuir pessoas, as potestades possuem as grandes mídias no sentido de coibir a atuação do jovem e sua essência revolucionária. Esse argumento pode parecer antigo, porém cada vez mais as propagandas, filmes, séries, música, etc., se aproximam desta parcela da população para oferecer coisas que não precisamos, mas “precisamos” ter só para mostrar para os outros que temo. Temos sempre o mais novo celular, o mais novo DVD daquele artista cristão, isso é ser descolado, é bem moderno. Essa geração de jovens e adolescentes está sendo oprimida por forças invisíveis, mas o apóstolo João já dizia: “Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, porque a palavra de Deus permanece em vós, e porque tendes vencido o maligno.” 3

Portanto, Pare de fingir que acredita em Deus. A fé vem pela palavra, não é pelos milagres, não é pelo que Ele pode nos dar, não é pelo que Ele pode nos transformar. Pra que fingir ser algo que não é!!! Deus tem um interesse em usar você com a personalidade que Ele te deu: o jeito como você é pode ser utilizado pelo Espírito Santo para gerar transformação. Não escolha viver isoladamente. A Igreja não pode te salvar. Seu líder ou pastor NÃO morreu por você, portanto é ELE a quem representamos neste mundo. No seu trabalho, no seu círculo de amizade, em sua casa… É exatamente nestes lugares que Deus irá te usar. Lembre-se que os maiores feitos de Jesus não foram realizados dentro de uma sinagoga. Boa revolução para você!

Referências

1. João 17.15 (NVI) // 2. I Pedro 5.7 (Almeida Revisada) // 3. I João 2.14b (Sociedade Bíblica)

Artigo originalmente publicado em www.jubracferraz.com.br

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