Meus Motivos

Caso 1

Vindo de uma família com considerável economia e bens, resolveu fazer uma viagem para o estrangeiro, como diziam os mais velhos. Dizem que foi em terras distantes que experimentou o sexo com diversos pares, inclusive prostitutas. Deu festas regadas a muito álcool, música e, esbanjando tudo o que não tinha, se viu em apuros. Sem grana, ensaiou um discurso e voltou pra casa, falido, quebrado.

Caso 2

“Não consigo entender como minha mãe e meu pai fazem tudo por ela. Desde pequena, ela age assim: é sempre a vítima, a mais frágil, aquela a quem os familiares dão os melhores presentes e carinhos, esteve sempre enrolada em relacionamentos questionáveis. E eu, sempre me contento com o pouco. Pelo menos é isso o que eles acham.

Mesmo hoje, depois de tantos anos, ainda percebo meus pais cobrindo ela de mimos, telefonemas, mensagens de incentivo, e eu…

Bem, eu tive que enfrentar a vida sozinha.

Caso 3

Você está na empresa há mais tempo que aquele cara.

Você levou mais tempo para entender como tudo funciona, quais são os territórios com bombas por desarmar, os processos, formulários, requisições, etc.

Mas aquele rapaz, em questão de semanas, com sua simpatia e competência consegue, habilmente, cortar os fios certos e, enfim, ele está no lugar que, por tantos anos, por direito seria seu.

Caso 4

“Olha! Todos esses anos tenho trabalhado como um escravo a teu serviço e nunca desobedeci às tuas ordens Mas você nunca reconheceu isto.”

No quarto caso temos as palavras do irmão mais velho do “filho pródigo”[1].

Esta parábola é explorada em sermões e utilizada como argumento para os abusadores da graça, que se colocando no lugar do tal filho mais novo, dizem em profunda contrição: “Não importa o que eu faça, Deus estará sempre de braços abertos para me aceitar”.

Poucos são os corajosos que assumem que se parecem mais com o irmão mais velho do que com o novo. Sentimos inveja do irmão mais novo ou de qualquer outro “irmão” que se coloque na nossa frente ou que mostre ter um carinho diferenciado por parte do Pai.

Queremos os melhores lugares. Fazemos de tudo pelas melhores posições, afinal somos filhos do Todo Poderoso (não do filme, claro…ou sim, para aqueles que imaginam ser aquele o nosso Deus). Não conseguimos nos alegrar com as conquistas do outro.

Não importa se eu não tenho desde que ele também não tenha.

Infelizmente é como funciona a nossa mente, encharcada de ira, contenda, ódio, e que se revela quando percebemos que há uma festa acontecendo do nosso lado, mas mesmo tendo sido convidados não participamos.

Por despeito, por irritação, por não achar justa a maneira como Deus trata àqueles que parecem abusar de sua graça, do perdão, da salvação.

Deus poderia muito bem ter nos dado um emprego melhor, ter nos feito ser reconhecido o quanto pelos nossos talentosos e habilidades, ter nos dado a oportunidade de nascermos em outro país ou em outra família, mas percebemos tarde demais que o coração dEle se inclina para os arrependidos, pobres de espírito e contritos de coração.

Quanto mais nos comportarmos como ingratos, mimados, irresponsáveis e não percebendo que Deus esteve o tempo todo (vida) conosco e tudo era dele, por ele e para ele (emprego, família, bens, etc), então estaremos realmente a ponto de não conseguir celebrar a salvação do próximo e muito menos entrar Na Festa, se é que me entendem…

 

Referência

Lucas 15.11-31 (NVI)

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Separação

Lembro-me de alguns atrás quando um jovem adulto me procurou para conversar. Carregava uma culpa violenta evidenciada apenas no seu modo de falar. Depois de rodeios que duraram cerca de 20 minutos, ele chegou ao centro e motivo de sua preocupação: uma traição.

Casado a pouco mais de três anos, o jovem vinha de um relacionamento maduro que cumpriu todos os requisitos saudáveis até ali (namoro, noivado e por fim o matrimônio), porém em algum momento, logo nas primeiras semanas, seu interesse pela mulher caiu vertiginosamente, e aparentemente nem ele encontrava motivos para explicar isto e nem sua mulher percebeu qualquer indício que alguma coisa não ia bem. Segundo ele, o relacionamento sexual e sentimental continuava como nos tempos do namoro, ou seja, eram muito apaixonados.

Um mês depois ele estava entrando virtualmente em salas de bate-papo com conteúdo erótico e consumindo-se em masturbação pensando em todas as imagens que ficavam guardadas em sua mente como se fossem arquivos em um HD. Não foi muito difícil se encontrar com uma garota de programa e consumir seu pecado, assim, sem muitos motivos aparentes.

Sua vida de casado continuava normal e a vista de todos não apresentava qualquer sintoma de que algo não ia bem. Inclusive eu, quando ouvia o relato, custava a acreditar que aquilo estava de fato se revelando a mim. O mais doloroso foi perceber que em sua confissão não havia sinais claros de arrependimento. Ele sabia que, moralmente, havia feito algo ruim, entretanto o motivo que o levava a compartilhar comigo era exatamente esse, ao me relatar parecia que tinha se livrado de um peso. E tinha mesmo.

Por fim, depois de algumas considerações da minha parte, ele despediu-se e já entrando no seu carro confidenciou, em voz baixa, que continuava a se encontrar com Cris, uma jovem de 18 anos, a tal garota de programa e que

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Certamente ao ler o relato acima, você deve ter julgado de alguma forma este jovem, certo?! Pois bem, e se eu dissesse que ele poderia ser você ou ainda, ELE é você?!

Quantos de nós já não traímos o nosso Deus descaradamente?! O que nos separa talvez sejam os estágios aos quais ainda não adentramos. Inicialmente, flertamos com outras fontes de prazer que não são, em princípio, nosso objeto de adoração. Esses prazeres podem estar em formas diversas de vícios, inclusive como o descrito acima.

Em seguida, quando percebemos estamos dividindo a mesma cama com outros deuses e comendo tudo aquilo que eles nos oferecem. Em outro momento, procuramos alguém para dividir nossas culpas, não por nos sentirmos culpados, mas apenas porque conversar com alguém parece aliviar nossos pecados e nos liberar para cometê-los ainda mais.

A maior loucura talvez seja pensar que podemos fazer tudo isso impunemente. Simplesmente achar que Deus não percebe o que estamos fazendo é ridículo. Aparentemente tudo continua normal: para os outros, para a comunidade cristã, para nossa família e até mesmo para aquela imagem que vimos no espelho pela manhã.

O discurso

Ontem, 19 de janeiro, tive a honra de ser o orador da minha turma na colação de grau do curso de Letras.
Abaixo, segue a transcrição do discurso.

DISCURSO DO ORADOR

Aos mestres e demais autoridades aqui presente, senhores pais e convidados, boa noite.

Caros colegas, formandos do curso de Letras, agradeço por terem confiado a mim a responsabilidade de ser o orador de nossa turma.

Ao contrário de afirmações rasas a respeito das facilidades de acesso ao universo acadêmico, o que presenciamos hoje, nesta local,  é a prova de que não existem soluções simples quando se trata da aprendizagem, do conhecimento, da iluminação, do despertar da mente para o novo.

Isto porque, ao olharmos o caminho que percorremos para chegar até aqui, percebemos o que se exigiu de nós nesse tempo: em muitos casos priorizar os estudos em detrimento do lazer, passar noites em claro concluindo trabalhos, defender nossos pontos de vista e deixar-se convencer ou não pelos argumentos do interlocutor, vencer medos antes desconhecidos e, neste contexto, contar com a estrutura familiar para os momentos em que tudo parecia insuportável. Aos familiares que aqui se encontram, nosso agradecimento pelo incentivo, carinho e afeto a nós dispensado ao longo da vida, e mais especificamente nesse período. Há uma palavra que vimos se materializar neste processo: amor.

Há três anos atrás, vimos entrar numa mesma sala, pessoas tão diferentes de nós que parecia impossível que haveria algum tipo de nível de relacionamento, porém com o passar dos dias, percebemos que partilhávamos os mesmos desejos, sonhos… Trocamos experiências, e, com isso, laços foram criados. Ao longo do tempo, as amizades foram fortalecidas. Algumas delas nos acompanharão até que os olhos se fechem de uma vez. Infelizmente, vimos também muitos colegas que não estão finalizando o curso neste momento. Alguns deles concluirão em breve, outros estão trilhando caminhos diferentes e um em especial, William, se encontra em outra dimensão do Eterno.

Por mais que alguns não admitam, nossos mestres nos deram um mapa para a exploração do mundo, de múltiplos universos. Longe de nos ensinar, por meio de métodos, a como responder questões, foram eles quem nos instruíram a elaborar ainda outras questões, a querer entender a profundidade das coisas por meio da razão crítica, não se conformando com o nível raso das discussões acerca das grandes questões humanas e compartilhar aos nossos futuros alunos que é possível uma revolução por meio das letras, da palavra, do Verbo. O que mudou?! Hoje percebemos os signos e significados ao ler uma simples palavra, podemos degustar um poesia e ainda lamber os dedos. Ler uma, duas, três vezes, e para realmente compreender o todo, talvez mais algumas. Aprendemos a apreender, nunca mais esqueceremos o que é semiótica, quem foi Saussure, Bakhtin, Pierce, Chomsky e tantos outros teóricos. Utilizaremos diariamente a sociolinguística para nos posicionarmos contra o preconceito linguístico. Nenhum texto será visto sem identificarmos o seu gênero, cada livro será investigado para que se descubra o contexto de produção do autor, da obra, suas intenções…. Passamos a analisar discursos perdendo a inocência juvenil e nesse sentido nossa consciência política, filosófica, emocional, intelectual e social foi ampliada. Obrigado professores pelo mapa, nossa colação de grau é o passaporte,  a exploração agora será por nossa conta.

Não há como mensurar o quanto aprendemos nestes anos. Qualquer tentativa neste sentido não contemplaria todas as dimensões do nosso ser em evolução.Nestes anos, nós formando do curso de Letras estudamos as nuances do místico e do mítico que perpassava grande parte de nossas disciplinas.Portanto, lembro das palavras de um grande teólogo judeu e reconheço, parafraseando-o, a grandeza de Deus:

Aquele, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.

A ele seja dada toda a glória e honra, assim agora até o dia da eternidade.

Obrigado

Sobre fins e começos (5/5)

O post “Sobre fins e começos” foi divido em partes, a primeira fala sobre a academia, a segunda fala sobre a questão musica e a terceira mostra um pouco das minhas atividades na web (blogs, sites e afins). Nesta quarta divisão, conto um pouco do que aconteceu com minha religiosidade/espiritualidade.

>>> TRABALHO, SENSAÇÕES E EXPECTATIVAS

Este ano foi o fim de um contrato (trabalho) sem perspectivas de continuidade. Por isso, enquanto escrevo estas linhas penso sobre o quê está se desenhando, por Deus, para o meu futuro. Este job me deixou tranquilo para que pudesse cuidar das questões acadêmicas de forma tranquila, em miúdos, tive tempo de fazer trabalhos, TCC, estágio e atividades complementares. Além de ter tido contato com pessoas carentes, pude alcançar um novo “status” da minha carreira profissional ao utilizar tudo que “eu sei” em função de algo maior…

Minha sensação é que eu deveria ter realizado muito mais, não que eu necessariamente tivesse que TER algo mais, mas que eu conseguisse SER mais para tudo. Queria ter sido um melhor amigo, um melhor filho, irmão, e PRINCIPAMENTE um bom marido… Tenho muito esse sentimento de insuficiente dentro de mim. Sempre penso que o meu melhor ainda não foi apresentado, isso pra todas as dimensões do meu eu que puder discutir aqui. Mas o que aprendi neste ano é me contentar com pequenas coisas, isso não quer dizer que estou contente com tudo o que me aconteceu. É óbvio que não. Dificilmente conto para as pessoas quando tenho algum problema, e tirando um ou dois amigos mais chegados, poucos conseguem identificar em mim traços de insatisfação, tristeza… Não sou alegre o tempo todo, ninguém é, mas mantenho certo distanciamento de gente “pra baixo”, sabe aquelas que bastam duas palavras e a conversa ir para o precipício? Pois é, tentei me afastar de gente assim este ano. Resultado? Desafetos.

Sempre foi muito difícil para eu entender como é possível, em apenas alguns dias, pessoas se tornam “melhores amigos pra sempre” ou iniciar uma conversa do nada em fila de banco, transporte público, mas este ano me dei a possibilidade de fazer amigos, com alguns me decepcionei bastante, outros quero ter mais perto.

Depois desta imensa introdução, chegamos ao centro do meu argumento: porque temos que ser o tempo todo simpáticos, felizes, reclamar de coisas comuns para começar uma conversa? Porque temos que fingir que nos importamos com o bem estar alheio, se na verdade somos um bando de egoístas?Porque temos que rir pra quem não conhecemos? Porque no ambiente profissional fingimos ter gostado daquela piada só porque quem a fez era o chefe?! Há uma pressão cultural do “brasileiro alegre”, do bom mocismo à brasileira e a sociedade acolhe estas representações de “comercial de margarina”, além de incentivá-las. E foi exatamente o que fiz este ano, sorri apenas para o que quis, fingi um pouco menos do que o habitual. Sei que se vc leu até aqui terá dúvidas sobre “quem sou eu de verdade”, e é tão recíproco que me pergunto a todo o momento, “quem é esse cara afinal?!”.

O amadurecimento não é como uma “subida de escada”, pois o indivíduo está sempre subindo e descendo, muitas e muitas vezes, e nesse sentido, sinto que, em um ano, subi e desci essa escada muitas vezes. Tive uma sensação de que o mundo pode ser recriado, de que “Eu” poderia ser recriado, essa realidade tem a ver com minha fé, mais especificamente com a fé em Cristo. Nas palavras de Winnicott (1982): “felizes aquele cujos pés estão bem plantados na terra, mas que, mesmo assim, conservam a capacidade de desfrutar intensas sensações, nem que seja em sonhos que são sonhados e recordados”. Não é possível deixar ser quem se é, mas escolher como e com quem se relacionar e, em qual espaço-tempo, faz toda diferença para identificar suas verdadeiras motivações, seus desejos, o “self”, o “id”, sei lá… Ah! Em tempo, ainda não sei quem sou? Sei apenas o que não sou…isso, por si só, basta…por enquanto.

Sempre digo aos próximos que tenho uma mulher fantástica ao meu lado e quero tê-la por 2012 inteiro e, claro, se ela quiser, até o fim da vida. Quem mais para suportar as decisões que tomei? Quem estaria ao meu lado suportanto tudo? Quem me puxaria pra baixo quando tentasse sonhar demais? Ou quem iria fazer com que eu sonhasse com coisas maiores que eu? Quem é que ficou comigo quando o dinheiro da conta se foi e os cartões foram invalidados? Sei que não sou mereçedor da graça de Deus e no presente que Ele me deu em forma de esposa. O que faço?! Reconheço minha miserabilidade e vivo para não decepcionar a quem eu amo muito.

Sobre o que espero em 2012. Sinceramente, não vou desenhar meus planos num post e colocar na web, isto porque, faço parte daquele grupo de desconfiados que pensam que quanto mais pessoas souberem seus planos maiores serão as expectativas dos outros, em muitos casos, mais que a minha própria. Por isso, para evitar cobranças (afinal as minhas serão ainda maiores) em linhas gerais espero que tudo que eu passei sirvam para alguma coisa neste próximo ano e, ainda assim, se não servir que eu me refaça de novo, e de novo, e mais uma vez. Quantas vezes for necessário! E claro, espero não disperdiçar meus dias com coisas minúsculas que só me tiram o equilíbrio.

À quem ler estas palavras, ótimo 2012 !!!

Sobre fins e começos (4/5)

Na tentativa de traçar uma retropesctiva, num post, para o blog o resultado ficou imenso. Então ele foi divido em partes, a primeira fala sobre a academia, a segunda fala sobre a questão musica e a terceira mostra um pouco das minhas atividades na web (blogs, sites e afins). Nesta quarta divisão, um pouco do que aconteceu com minha religiosidade/espiritualidade…

>>> RELIGIOSIDADE/ESPIRITUALIDADE

É óbvio que dizer que não é religioso, nestes dias, é quase uma obrigação para os “pós-modernos”. Mas sou sim religioso, participo de rituais (ceia, batismo, entre outros), de um grupo religioso específico- igreja, enfim, apesar de saber que minha religiosidade não deve superar a espiritualidade (ou relacionamento com Deus) que, esta sim, deve ser desenvolvida. Sobre religião, preencho “cristão” em formulário que contém esse requerimento.

Tive a oportunidade de ministrar diversos temas este ano. Alguns me veem à mente enquanto escrevo este post.“Desconstrução para uma adoração além das aparências” foi o tema abordado em abril para uma equipe de louvor/adoração da OBPC. Em maio “Senhor, quero te conhecer” para um grupo de líderes da EBD. “O que é meu é teu” em junho para a comunidade. Em julho ministrei para jovens “Arrepender-se para experimentar o Reino de Deus”. “A fé, o conhecimento de Deus e a condição humana” foi o tema para líderes da EBD em out/nov.

Em 30/07 tive a oportunidade assistir ao Missão na Íntegra com palestras de Marcio Junqueira, Marcos Botelho e Ariovaldo Ramos, juntamente com amigos Jesner, Ronaldo e Bruna. Tiramos inúmeras fotos, mas que um amigo meu citado na frase anterior sequer me manda via e-mail, HUAHUAHAUHAU.

Tive a oportunidade de desenvolver o papel de líder do Ministério de Música da OBPC com uma equipe bem bacana: Marcelo, Zé, Coutinho, Betão, Henrique, Leonardo, Danilo e os que estiveram em treinamento e estarão definitivamente na equipe: Wendell, Renan e Mateus. Por uma questão de foco, para o próximo ano não estarei mais liderando o grupo, assumirei outras funções. Tem a ver diretamente ao fato de ter sido separado à diácono. Um primeiro passo no ministério pastoral a ser desenvolvido em um futuro, talvez não breve.

E em dezembro agora, fui ordenado oficialmente e em 2012 desenvolverei trabalhos com esta função específica, diácono. Meu atual pastor David Souza me indicou ao Conselho que deliberou para que isso fosse possível.

Sobre fins e começos (3/5)

Resolvi fazer um apanhado das coisas que aconteceram este ano, mas ficou um post imenso, então ele foi divido em partes, a primeira fala sobre a academia e a segunda fala sobre a questão musical e todo o foco agora vai para sites, blogs e afins.

Escrever é fácil, basta papel e caneta. Escrever bem é muito mais complicado, requer boas ideias, um desenvolvimento temático e argumentativo capaz de “segurar” o leitor e mandar sua mensagem. Não sei se me encaixo na segunda parte, mas tento transmitir minhas ideias por meio das letras. Antes utilizava cadernos, folhas soltas, capinhas de CD, paredes, hoje utilizo um blog e o twitter.

>>> SITE, BLOGS E AFINS

No começo do ano, meu amigo da faculdade Jesner, soltou um tweet sobre pessoas interessadas em montar um site sobre filosofia, religião, literatura, entre outros assuntos. Mandei meu material para a avaliação do grupo, mas o projeto não vingou e aí, ativei novamente o CONTRAPOSIÇÃO. Um blog criado em 2009, mas que pela falta de tempo e vontade não colocava conteúdo nele. Sendo assim, na busca por concentrar toda produção de artigos, ensaios, crônicas, resenhas, entre outros,  produzidos com a pretensão de ser apenas um motivo para o debate de idéias, o blog “Contraposição” iniciava suas atividades em 25/01/2011.

Meu blog não é um sucesso da internet. Não tem propagandas, os blogs listados sequer sabem que eu existo e acredito que pouco mais do que alguns amigos leem o que publico aqui. Porém, esse “pouco” de gente visualizou o blog cerca de 15.100 vezes, além de ter deixado pouco mais de 200 comentários. Algo em torno de 150 post foram produzidos nestes meses. A falta de um tempo para “trabalhar” é, talvez, o único ponto que eu lamento demais.

Este ano conheci o Ronaldo da OBPC Centro que comanda o site jubracferraz.com.br. Eles estavam procurando pessoas para gerar conteúdo para o site focado em jovens da comunidade cristã e fora dela, então eu me ofereci para escrever sobre “Espiritualidade”. São 38 post publicados até o final deste ano. O post com mais views é “INQUIETAÇÃO: como começam as grandes transformações” com pouco mais de 770 visualizações, que você pode ler aqui. Uma das coisas mais legais deste site é que o “gerente” de tudo, o Ronaldo, se cercou de ótimos colunistas e diariamente há algo novo no site. Além disso, concedi uma entrevista para este mesmo site e participei do “Cara a Cara com o Sr. Fariah Ao Vivo”. Os caras também tem uma espécie de podcast, chamado gengibre.

Recentemente, amigos (Lucas e Fran) que conheci na web, por meio do meu amigo Jesner, me convidaram para participar do site AchandoGraça contribuindo com posts semanais e participação no graçacast (podcast do site). Primeiro eles ouviram a minha tentativa desastrada de fazer um podcast para o blog e depois de lerem meus artigos resolverm me convidar, certeza de que já se arrependeram, rsrsr. Vida longa aos gracinhas.

Sobre fins e começos (2/5)

A primeira parte da série “Sobre fins e começos” começou aqui. Seguindo a ideia de explorar um pouco do que aconteceu em 2011, falo agora sobre a “divisão” musical. Não gosto muito de rótulos, mas enfim, acho que sou músico…kkkkk

Imagem do meu primeiro teclado. Um “E-16” da Roland.

>>> MUSICAIS

No ínicio do ano, por causa do contato que tive com uma banda de uns amigos meus num culto*, decidi juntamente com meu irmão produzir as músicas dos caras. O processo envolveu desde ir até os ensaios para entender a “pegada” até a construção de bases para se trabalhar os arranjos. Interessante foi perceber o quanto não sei nada de produção musical, rsrs, quer dizer, o quanto eu tenho que aprender ainda para dizer efetivamente que “produzo” o som de alguém. Porém, aprender com o trabalho era o que mais me interessava, afinal ainda não tínhamos gravado mais do que 2 canais ao mesmo tempo, então o desafio era imenso.

Durante todo o ano, utilizando o espaço físico da comunidade cristã OBPC gravamos voz guia, bateria, guitarras, teclados, e por uma mudança na orientação da banda o trabalho, infelizmente foi abortato. Muito embora tenha ficado um pouco chateado com isso, percebi que nisso tudo fiz novos amigos (André, Bruno, Jennifer, Aline, Michele, Rodrigo, Nelson) aos que já conhecia (Pedro, Vinni, Douglas). Neste mesmo tempo, os laços foram estreitados com o líder regional (até então, afinal o cara tá comandando outra região) e algumas reuniões com o #SongWriter’s foram realizadas. Aprendi no contato com outros compositores cristãos um pouco mais. Além disso, tive a oportunidade de conhecer a galera jovem da OBPC Centro que, sempre muito carinhosos, receberam a mim e a minha esposa nos eventos especiais em que fui ministrar, cantar ou simplesmente participar.

* A banda Juízes, das quais fazia parte alguns amigos meus de outra igreja, veio ministrar algumas canções num culto na igreja que congrego e eis que fui impactado (num jargão bem evangeliquês) por aquelas canções. Alguns versos das canções me surpreenderam: “Leva sobre si as minhas dores, faz de mim…” e “E te coroo com glória….te coroo com glóriaaaaaa”

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Algumas coisas mudaram este ano, no que se refere à musicalidade na minha vida. Tomei a vergonha na cara de compartilhar algumas canções que componho e de me abrir para receber críticas e, em raríssimos casos (rs) alguns elogios. Para tanto, você acessa o meu canal no soundcloud e ouve algumas músicas “pré-mixadas” (isto é, não há trabalho em cima da equalização, mixagens individuais e muitos menos plugins de edição). Neste canal, pode-se ouvir algumas parcerias em que faço a produção harmonica e melódica com base nas letras de amigos compositores, no caso específico há canções em parceria com Bruno Faria e André Belo.

Uma das canções que fiz este ano, destaco “Pra viver teu Reino”, em que verso sobre o encontro de Jesus com Nicodemos e os questionamentos deste último sobre o Reino. O refrão tem a ver com a resposta do Mestre para o acesso à este reino. Enfim, ouçam, baixem se gostarem e compartilhem se puderem.

Em 2012 alguns novos projetos estão em andamento, mas por uma questão de “ordem” é melhor falar deles conforme forem tomando corpo. Aguardem, quer dizer, não aguardem nada para não terem expectativas frustratadas, hauhauhauahua.

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