Raridades

Dos discos (LP’s) que foram minha trilha sonora quando pequeno…claro, só uma pequena amostra de tudo que ouvi, mas significativo o suficiente para estar aqui.

1. Renascer Praise – Volume 1

“Eu sei que estás comigo Senhor ainda que meus pensamentos gritem não” parte da letra de umas das canções, além de “Bom estarmos aqui”, “Digno de Louvor”, entre outros.

2. Guilherme Kerr – Adoração Comunitária

Foi nele que ouvi “Essência de Deus”, “Permanecer” e “Salmo 139”

3. Comunidade da Graça – Tudo se fez novo

Primeira vez que ouvi “Grande é o Senhor” e “Ele é exaltado” com Adhermar de Campos

4. Katsbarnea – Katsbarnea

“Apocalise now” e “Extra Extra”

5. Amy Grant – Unguarded

Senhora Grant continua em plena atividade. Deve ter 40 anos só de carreira, rsrsr. Embora, o melhor disco de sua carreira ainda estaria por vir, “House of love”.

6. Banda Rara – Humanidade

“Humanidade perdida/tentando se encontrar/buscam resposta na vida/pra que todos problemas um dia possam terminar” da canção título e como esquecer “Estrela da manhã” no arranjo clássico com mudança de tom…

Nossa realidade

A grande luta, minha, e de várias pessoas que trabalham com música e que tenham feito algum sucesso com isso, é de não perder a noção de quem tu é mesmo. Eu tive que viajar lá pro fim do mundo, sabe?!, e tocar pra quem não me conhece mesmo pra, as vezes, alcançar uma coisa que já estava dentro de mim. Tu vai perdendo muito desse toque de realidade […]. Nossa realidade é bem próxima do cara que ouve. Ninguém ficou rico, ninguém ficou hiper famoso […]

Estas são palavras de Lucas Silveira, vocalista da Fresno, no seu projeto paralelo “Beeshop” para o “Rock Estrada” do Multishow.

Fiquei pensando em quantos músicos que tocam em igrejas construiram reinos para si mesmo e perderam a tal noção que o Lucas cita acima. Esses caras, não fazem arte, fazem música para inflar ainda mais seus egos. Talvez, se você não for músico, minhas considerações sejam estranhas, mas penso que “nossa realidade” é a mesma da pessoa que senta naqueles bancos para nos ouvir “adorar”…Quando perdemos essa noção, precisamos de um toque de realidade.

[Serial Box]

SerialBox Presents é um projeto de música ao vivo que permite que os artistas e fãs interajam de novas maneiras. O projeto visa criar “vídeos musicais” que ocupam um espaço único: são multi-cam, multi-track e ao vivo. Filmado inteiramente com 5Dmk2s com áudio monitorado em ProTools, não há overdubs, sem corte-ins, e sem pick-ups. O que você vê e ouve é a música na sua totalidade. Captaram uma performance única e preservaram esse momento. As bandas tocaram arranjos alternativos de suas canções para que a canção ao vivo seja diferente do álbum.  O objetivo era criar um novo ponto de contato. E foi o que eles conseguiram.

Presents SerialBox : Série criada e dirigida por : Ryan Booth Produção: Ryan Booth Bess Cody Jay Snider Micah Bickham Daniel Karr Sandoz Neil Andrew Hudson Trae Stanley

Separei apenas alguns dos vídeos …

ATENÇÃO: o SerialBox Presentes tem uma página no Vímeo com TODOS os vídeos.

You’ll find your place

Não sou muito de postar clipes e letras, mas essa aqui me pegou de assalto. Nem sei explicar bem o porquê. Talvez o clipe, talvez o clipe+letra (usa o google tradutor se vc não manjar, rsrs), talvez seja a música…enfim…

Ah! o Gabe Dixon (compositor e intérprete da música) tem um site com + infos.

I CAN SEE YOU SHINE 
From the world outside, you’re hiding your face
But I can see you shine, I can see you shine
You think your life has all but been erased
But I can see you shine, I can see you shine
I can see you shine, I can see you shine

The hands of time, they keep turning
and it’s more than you can take
But don’t forget you’re still learning
and one day you’ll find your place,
when you’re ready

When you walk by, the angels sigh again
I can see you shine, I can see you shine
While the others may not notice anything
But I can see you shine, I can see you shine
Yeah I can see you shine, I can see you shine

The hands of time, they keep turning
and it’s more than I can take
You caused a spark, now it keeps burning
Even through my darkest days
I’m ready

I wanna love you for a little while
or as long as you like
just a moment in your company
would that be alright
I can see you’ve had a bad day
from the look in your eyes
but baby so have I
Yes, no need to hide

I can see you shine, I can see you shine

Come with me now, come with me now
In the morning sun, together we will rise
I can see you shine, I can see you shine

Testemunhar

Nas últimas semanas vários blogs se manifestaram sobre o fato de a rede globo estar “financiando” programas para uma casta de cantores evangélicos. Alguns argumentos se estruturam na questão de “usar” a estrutura da empresa para “pregar” a palavra. Daí, caiu no meu colo este programa da Multishow chamado “Rock Estrada”. Na home do site do programa tem a seguinte apresentação: “O que os músicos fazem antes de tocar? Como eles se preparam? O clima no backstage é de tensão ou pura descontração? Todas essas perguntas finalmente poderão ser respondidas pelo ‘Rock Estrada’, um programa que mostra com exclusividade como é a vida de jovens bandas por trás dos palcos.”

Só que o músico em questão é o Rodolfo Abrantes (ex-Raimundos), de quem nunca ouvi um disco inteiro, mas que vem demonstrando por meio de palavras e gestos sinais de uma real conversão, fato este distante da “Neverland” das divas e divos evangélicos. Ao mostrar o que faz antes de entrar no palco/culto/igreja, o músico dá um belo testemunho e o fato de ter mexido comigo é o motivo pelo qual compartilho com vcs aqui.

O vídeo tem pouco mais de 24 minutos, claro, você deve estar muito ocupado pra isso…

Os 5 álbuns que mais ouvi em 2011

É óbvio que qualquer tentativa de elencar álbuns e/ou artistas não agradará mais que 2 ou 3 pessoas, mas listas são assim, injustas.

1. “21” – Adele

É incrível como muitas pessoas a trataram como se fosse uma novidade, entretanto quem se liga em música, sabe desde de “19” (2008) que Adele não é apenas um produto. Legal mesmo é ouvir “Someone Like You” ser tocada nas rádios “pop/rock” com aquela introdução feita somente no piano. Por isso, apesar de clichê, “21” de Adele tinha que estar na lista.

2. “Tudo que é bonito de viver” – Jorge Camargo

Um álbum muito bem produzido, com letras altamente carregada de conteúdo bíblico sem necessariamente ser literal, talvez resida aí a beleza da obra deste artista brasileiro que não deve nada aos grandes nomes da MPB. Em agosto deste ano já falava dele aqui no blog. Entre no site do artista e saiba mais sobre sua obra.

3. “Mylo Xyloto” – Coldplay

Mesmo tendo sido lançado em outubro, algumas músicas, que haviam “caído” (taí um termo horrível, mas na falta de uma palavra melhor, humpf!) na internet, puderam ser ouvidas antes. Não acreditava que eles conseguiriam superar o “Viva la vida”, mas eis que Mylo Xyloto é tão cheio de músicas que grudam no ouvido que não tem como deixá-los de fora. Alguém explica como é que eles só conseguem fazer tantos “hits”?!? E o que foi a apresentação dos caras no Rock in Rio!?!

4. “A beleza do Rei” Stênio Marcius

Perdi a conta de quantas vezes ouvi a canção “Canta assim mesmo” indo trabalhar num devocional que envolvia caminhada, oração e canto. Já havia publicado sobre ele aqui. Enquanto muitos artistas cristãs tentam fazer parte de um “mainstream” dual, Stênio mantém sua obra intacta, sem ceder à tentação de fazer “música pra tocar na igreja” (muito embora isso só seja um conceito, afinal suas músicas são sim catadas em igrejas, muito poucas, mas são).

5. “Mais um dia” – Livres

O termo que utilizei anteriormente (“música pra cantar na igreja) poderia muito bem ser aplicado à este muito bem produzido álbum. O problema (sarcasmo ON) é que as letras são reflexivas e com teor bíblico acentuado, por isso, infelizmente não são músicas que entrarão fácil no repertório de uma equipe de louvor. Juliano e seu ministério “Livres” podem ser considerados referência para quem gosta de boa música atrelada à Mensagem.

Menções honrosas

Não poderia deixar de mencionar o ótimo álbum do United “Aftermath”, muito menos o especialíssimo “Ghosts Upon the Earth” do Gungor, além do ótimo John Mark McMillan em “Economy” e Bryan and Katie Torwalt com o excelente “Here On Earth”. Isso sem falar no “Chão” de Lenine (impresionante a não utilização de baterias), “Elo” de Maria Rita e tantos outros que por não virem à minha mente agora e (só por isso) não estarão nesta lista.

ATENÇÃO ao título deste post antes de #mimimi

Um tema

Por volta de 12 anos atrás, assisti a Tarzan (sim, eu adoro desenho animado) no cinema e, na saída, precisei comprar a trilha sonora do filme. Eu já gostava de Ed Motta, mas ele, simplesmente, recriou a “soundtrack” original do Phill Collins. Pois bem, a música tema do filme é You’ll be in my Heart(No meu coração você vai sempre estar) e nunca foi apresentada por Ed em show. Até que, recentemente, o fan club disponibilizou  no site http://ed-motta.blogspot.com/ o bootleg de seu show “Live in Sesc Pinheiros – 2011”, do qual extrai a versão da música citada.

Tudo que é bonito de viver

Jorge Camargo não precisa de sua biografia resumida neste post. Qualquer apreciador de boa música reconhece sua qualidade artística e sua contribuição à música brasileira. Portanto, me atenho aqui ao “Tudo que é bonito de viver”, seu mais recente álbum. Outras informações você pode encontrar no site do artista www.jorgecamargo.com.br/. Abaixo compartilho os vídeos de 4 canções desta obra com depoimentos de Camargo sobre suas criações.




É tempo de reinventar

A área da produção musical tem mudado de maneira impressionante. Não posso dizer que tenha somente evoluído. É inegável que a tecnologia não traz somente o “progresso”. Ela traz muita coisa boa, mas também é certo que a correria e a pressa, bem como o deslumbramento com as possibilidades técnicas, têm roubado a “alma” de muitos artistas.

Certa vez li que os artistas que perduram com uma carreira consistente e sólida hoje em dia são aqueles que começaram suas carreiras ainda nos tempos do vinil. Segundo o autor, as exceções são os artistas do estilo Madona, que para sobreviver precisam se reinventar a cada nova temporada, assumindo personagens a cada nova estação.

A geração dos artistas nascida após a chegada dos CDs, via de regra não consegue se manter muito tempo por várias razões, dentre elas o anseio e a ansiedade por novidades que o mercado e a tecnologia geram em todos nós. Já percebeu a quantidade de artistas e bandas de um trabalho só?

Outro fator decorrente dessa nova era tecnológica é que o artista tem menor controle sobre os destinos de sua produção. Com o barateamento das mídias e a facilidade das duplicações proliferaram os piratas. É verdade que as cópias sempre existiram. Só que, na época dos vinis, elas eram feitas em fitas cassete, e porque tinham qualidade inferior, o vinil mantinha seu espaço intocado. Isso resguardava o artista independente, que mantinha o controle de sua produção. Agora a coisa já não funciona assim. Os piratas entraram na jogada e complicaram a “estabilidade” que os artistas e as gravadoras usufruíam. As cópias são perfeitas e algumas até melhores que os originais.

E o que dizer da internet e sua contribuição nesse processo de espalhar esses trabalhos? É impressionante como as produções são hoje disponibilizadas em sites e blogs especializados sem a devida autorização expressa de seus autores. Uma legislação voltada para a internet que resguarde os direitos autorais ainda está longe de chegar ao seu termo ideal – às vezes até duvido que isso um dia seja possível. Em outras palavras, os artistas perderam o controle sobre suas obras.

Mas, é claro que tudo isso tem o seu lado bom. Artistas desconhecidos hoje tornam-se celebridades por meio do youtube, myspace e outras ferramentas tecnológicas de divulgação. Quem um dia imaginaria assistir a um Ednaldo Pereira no Programa do Jô? São diversas as reações no meio artístico musical. Tem empresas e artistas apavorados com esse novo momento porque vêem a cada dia sua galinha dos ovos de ouro sendo ameçada. Outros, no entanto, tiram proveito disso tudo e tornam suas obras conhecidas por meio da mídia eletrônica, oferecendo seus títulos mediante downloads gratuitos.

Tanto de um lado, quanto de outro, uma coisa é certa: os artistas e produtores precisam rever suas carreiras e repensá-las. Recentemente ganhei do amigo-irmão-parceiro Leo Barbosa um exemplar do livro “Música Ltda – o negócio da música para empreendedores”, do autor Leonardo Salazar, que é instrutor setorial de cultura do SEBRAE. Ali existem boas dicas para os “músicos empreendedores”, com excelentes dicas que ajudam a repensar os novos tempos. Sei que cursos também têm sido oferecidos nessa área.

Mas, o importante é botar a cabeça para funcionar a curtir esse momento. Não dá para ficar pelos cantos choramingando a relembrando os tempos que já passaram. O lance é tocar a vida pra frente de forma inteligente e sensível, sonhando e ousando no meio artístico, levando arte e vida às pessoas. É preciso descobrir o lado bom de tudo isso e buscar inspiração para produzir trabalhos cada vez melhores, inovadores e fazê-los chegar ao público.

Carlinhos Veiga é músico, compositor e violeiro. Seu trabalho é voltado ao resgate da cultura brasileira. Gravou neste ano seu novo DVD, em Pirenópolis.  Pastoreia a Igreja Presbiteriana do Lago Norte, em Brasília, participa do conselho diretor da Mocidade Para Cristo e da diretoria nacional da Fraternidade Teológica Latino-Americana

Artigo originalmente publicado em http://www.cristianismocriativo.com.br/

Canta assim mesmo

Canta assim mesmo

Stênio Marcius

Se não tem quem ouça, canta assim mesmo
Pássaro sozinho lá na floresta
Canta e vai tentando assim afastar os males do seu peito
Fazer o seu dia um pouco melhor

Sei que é triste às vezes cantar sozinho
Quando o que se quer é gritar ao mundo
Gratidão que traz o peito, a sina dessa melodia
Louvação ao deus, o seu criador

Canta que o vento sopra mais leves
Que as folhas brilham mais verdes
Que o rio corre mais sábio
Canta que um anjo abre um sorriso
E o céu azul, comovido
Se esconde em nuvens e faz chover

Canta que, embora breve esse canto
Pois teu ar é curto e ligeiro
Mas, o sentimento, infinito
Canta que teu deus escuta, sereno
E ao cantador, tão pequeno
Se revelam muitas grandezas

Se não tem quem ouça, canta assim mesmo
Cada um tem seu trabalho e missão
Canta cada vez mais lindo, até o último suspiro
Doce é morrer de tanto cantar

Essa música faz parte do álbum “Beleza do Rei” do Stenio Marcius. Juntamente com “Tudo que É Bonito de Viver” de Jorge Camargo, os melhores discos de MPB deste ano. Sei que o rótulo é ruim demais para classificar estas obras, mas me foge outro recurso.
Além disso, esta música serviu de soundtrack para um fim de tarde terrível nesta data.

Stenio Marcius – @steniomarcius

Jorge Camargo – http://www.jorgecamargo.com.br/

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