Raridades

Dos discos (LP’s) que foram minha trilha sonora quando pequeno…claro, só uma pequena amostra de tudo que ouvi, mas significativo o suficiente para estar aqui.

1. Renascer Praise – Volume 1

“Eu sei que estás comigo Senhor ainda que meus pensamentos gritem não” parte da letra de umas das canções, além de “Bom estarmos aqui”, “Digno de Louvor”, entre outros.

2. Guilherme Kerr – Adoração Comunitária

Foi nele que ouvi “Essência de Deus”, “Permanecer” e “Salmo 139”

3. Comunidade da Graça – Tudo se fez novo

Primeira vez que ouvi “Grande é o Senhor” e “Ele é exaltado” com Adhermar de Campos

4. Katsbarnea – Katsbarnea

“Apocalise now” e “Extra Extra”

5. Amy Grant – Unguarded

Senhora Grant continua em plena atividade. Deve ter 40 anos só de carreira, rsrsr. Embora, o melhor disco de sua carreira ainda estaria por vir, “House of love”.

6. Banda Rara – Humanidade

“Humanidade perdida/tentando se encontrar/buscam resposta na vida/pra que todos problemas um dia possam terminar” da canção título e como esquecer “Estrela da manhã” no arranjo clássico com mudança de tom…

Martha Marcy May Marlene

Perturbador.
Talvez esta palavra defina muito bem “Martha Marcy May Marlene”. Um filme independente, desses que faz sua cabeça explodir nos minutos finais, perguntando-se os “porquês”, “como ?!”, “será!?”.

Atormentada por memórias dolorosas, Martha (Elizabeth Olsen) decide fugir da seita religiosa em que vive, onde é conhecida como Marcy May. Ela luta para recompor sua vida na casa de Lucy, sua irmã mais velha, e Ted, seu cunhado. Mas sucessivos pesadelos sobre um passado de abusos tornam sua recuperação difícil. Isolada, Martha desenvolve uma paranoia e passa a acreditar estar sendo constantemente seguida. Para ela, a fronteira entre realidade e ilusão fica cada vez mais frágil. Ganhador do prêmio de melhor direção no Sundance Film Festival 2011. [sinopse do site festivaldorio.com.br]

Instabilidade psicológica, a ausencia de valores sociais e a incapacidade de comportamentos normais, acabam por tornar a jovem cheia de medos, paranóias e no limbo da insanidade mental, como sintetizou bem Sofia em [cine31].

Um método perigoso

O diretor canadense David Cronenberg conseguiu um feito impressionante ao retratrar os pioneiros da psicanálise Sigmund Freud (Viggo Mortensen) e Carl Gustav Jung (Michael Fassbender) conservando o “clima” e a mente revolucionára dos dois em pleno século 20 em “A Dangerous Method”. Como tenho me aproximado, nos últimos meses, da literatura de Jung a fita sintetiza bem – do meu ponto de vista- os pontos de contato entre as duas teorias e os motivos que levaram ao rompimento. Uma ex-paciente de Jung, depois psicanalista, Sabina Spielrein (numa interpretação incrível de Keira Knightley) é mostrada por Cronenberg como responsável pelo desenvolvimento da teoria jungiana. Uma mulher que o diretor faz questão de frisar, teria mais importância do que o registrado pela história oficial no próprio desenvolvimento da psicanálise. Viggo Mortensen, diga-se, está irreconhecível como Freud e o faz sem o maniqueísmo engessado de outras películas que se aventuraram a tratar desta personagem histórica.

Para quem assistirá o filme sem um repertório prévio (eu quero dizer ter lido os livros e não o resumo do wickpedia sobre…) é possível que o resultado não seja o mesmo que foi produzido em mim, isso porque, Cronenberg optou por trazer o diálogo à frente de qualquer resolução rápida de um roteiro hollywodiano e assim fazendo faz emergir inúmero conceitos que podem passar por meras falas de um roteiro. Então o que se tem, com um sessão de análise, é a palavra expondo o que interiormente se intenta e, mesmo o silêncio, em muitos momentos,  quer dizer muito.

Nossa realidade

A grande luta, minha, e de várias pessoas que trabalham com música e que tenham feito algum sucesso com isso, é de não perder a noção de quem tu é mesmo. Eu tive que viajar lá pro fim do mundo, sabe?!, e tocar pra quem não me conhece mesmo pra, as vezes, alcançar uma coisa que já estava dentro de mim. Tu vai perdendo muito desse toque de realidade […]. Nossa realidade é bem próxima do cara que ouve. Ninguém ficou rico, ninguém ficou hiper famoso […]

Estas são palavras de Lucas Silveira, vocalista da Fresno, no seu projeto paralelo “Beeshop” para o “Rock Estrada” do Multishow.

Fiquei pensando em quantos músicos que tocam em igrejas construiram reinos para si mesmo e perderam a tal noção que o Lucas cita acima. Esses caras, não fazem arte, fazem música para inflar ainda mais seus egos. Talvez, se você não for músico, minhas considerações sejam estranhas, mas penso que “nossa realidade” é a mesma da pessoa que senta naqueles bancos para nos ouvir “adorar”…Quando perdemos essa noção, precisamos de um toque de realidade.

Escrevendo o futuro

Em 6 dias dá pra fazer tanta coisa, não?!?!

Design de exteriores

Minha admiração por artistas como estes beira  a inveja, rs

Simples assim…

Há quem troça o nariz para este tipo de arte….

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