3%

A série acompanha a luta dos personagens para fazer parte dos 3% dos aprovados que irão para o Lado de Lá. A trama se passa em um mundo no qual todas as pessoas, ao completarem 20 anos, podem se inscrever em um processo seletivo. Apenas 3% dos inscritos são aprovados e serão aceitos em um mundo melhor, cheio de oportunidades e com a promessa de uma vida digna. O processo de seleção é cruel, composto por provas cheias de tensão e situações limites de estresse, medo e dilemas morais.



Produção / Produced by Maria Bonita Filmes & Nation Filmes Criação / Created by Pedro Aguilera Direção / Directed by Daina Giannecchini & Dani Libardi & Jotagá Crema

Worm: um curta

Esse curta é na verdade um mini-documentário sobre um worm de computador chamado Stuxnet, projetado pra atacar sistemas controladores de centrífugas de aquecimento de urânio, em usinas no Iran. Ele é o primeiro worm descoberto que espiona e reprograma sistemas industriais. Foi descoberto em Junho de 2010.

A empresa russa desenvolvedora de antivírus Kaspersky Lab lançou um comunicado descrevendo o Stuxnet:

Um protótipo funcional e temível de uma cyber-arma que dará início a uma nova corrida armamentista no mundo.

— Kaspersky Lab

De repente dá um alívio estar usando Mac …

Direção e Motion Graphics: Patrick Clair
Roteiro: Scott Mitchell
Produção: Zapruder’s Other Films

Post originalmente publicado em caligraffiti.com.br

Eles tinham (têm) uma causa

Fiquei pensando…qual a minha causa? Pelo que estou disposto a morrer?

Cinema em casa

Diversas marcas se posicionam de forma ousada perante o mercado, e acabam criando nichos específicos exatamente por causa desse ousado posicionamento.

Será que é sempre que a ousadia dá certo?

A rede de cinemas americana Alamo Drafthouse possui uma política muito severa quanto a conversas paralelas dentro das salas e expulsa sem piedade os clientes que usam celular quando pagaram para assistir a um filme. Parece ser senso comum, mas ainda somos por diversas vezes importunados com o som padrão da Nokia tocando em alguma bolsa ou a luz forte de uma tela com mensagem.

Então, em determinada sessão, uma cliente se viu no constrangimento de ser convidada a se retirar da sala quando foi pega em flagrante utilizando seu celular para mandar mensagens. O bicho pegou, a consumidora “mimada” ligou esbravejando contra a medida tomada e foi aí que a empresa se viu diante de uma oportunidade de reforçar de forma ousada seu posicionamento de mercado. Vejam o resultado abaixo:

Essa ação, além da óbvia ousadia, se mostrou positiva por fortalecer o posicionamento da empresa e acabar criando um nicho de mercado no qual a máxima “regra é regra” é realmente seguida e a etiqueta no cinema é observada de perto. Mas para alguns foi negativa quando nessa forma de comunicar sua rigidez encontrou clientes que sentiram um tom altamente arrogante na mensagem, que não concordaram com o uso da voz da cliente achando que a ação foi exageradamente ousada. São dois pontos de vista extremos, mas que independente da opinião, o viral foi bem sucedido ao lançar a discussão e chamar atenção para a marca. Ser ousado também é “fale mal, mas fale de mim”.

E para filosofar, será que essa ação também não mostra o novo vício do indivíduo contemporâneo em aparelhos eletrônicos, aquela inquietação digital que nos faz não conseguir desligar os aparelhos por apenas duas horas, pois a mão já coça para saber as atualizações do Facebook, ou mesmo compartilhar em tempo real todas as cenas do filme no Twitter? Quando foi que a forma de lazer mudou, que não aproveitamos somente o momento que estamos vivendo por querer viver todos os momentos ao mesmo tempo? E será que isso vai ser considerado sempre negativo? Ou será a oportunidade para um cinema ousado permitir a interação dos seus clientes com suas redes sociais em tempo real na tela?

Fonte: www.chmkt.com.br

Oração

A “Banda mais bonita da cidade” fez esse clipe lindo. Não consegui não postar aqui no contraposição, rs.

Qual o motivo?

Juro q não se trata de violência gratuita. Eu ri, por sinal!

3 minutos

O criador deste curta,  Ross Ching, mostra neste site aqui como esses “3 minutos” foram criados, se é que vc quer saber, rsrsrs

A teologia de Avatar

O sucesso de “Avatar” foi bilionário. Os efeitos visuais do filme de J. Cameron são mesmo incríveis — assisti em 3D. A mensagem central é alinhada ao que tem sido considerado politicamente correto pelo paradigma socialoide, tanto antropológica como ecologicamente. Milhares de povos têm sido de fato destruídos ao longo da história por causa da ganância império-colonialista, que passa como um rolo compressor por cima de terras, casas, referências culturais, corpos e o que mais for preciso em nome do lucro. Tangencialmente somos informados que a Terra já teria seu habitat destruído — e agora vemos os homens (machos brancos) exportando para os limites da galáxia a cultura de exploração destrutiva, garantida por tropas militares (mercenários sem bandeira, mas que se comunicam no idioma do mercado…), enquanto os frágeis (mulher e deficiente físico) salvam o mundo imaginado no espaço. Uma projeção na telona das angústias e anseios da humanidade.

Então, a mensagem de preservação de povos, culturas e o meio ambiente é bacana e necessária. Porém chamo a atenção para a teologia (o discurso sobre o deus, o divino, a deidade) que é sedimentada na mente dos expectadores “almiabertos” (boquiabertos). Não é questão de demonizar a produção e não assistir ao filme, mas de saber os corantes e conservantes que o compõem e aos quais somos expostos (e que não são informados na embalagem) e que, em alguns casos, colateralmente, poderão redundar nalgum câncer espiritual. Cito a Wikipédia, por ser uma referência popular: “Avatar é uma manifestação corporal de um ser imortal, segundo a religião hindu, por vezes até do Ser Supremo. Deriva do sânscrito ‘Avatāra’, que significa ‘descida’, normalmente denotando uma (religião), encarnações de Vishnu (tais como Krishna), que muitos hinduístas reverenciam como divindade… Qualquer espírito que ocupe um corpo de carne, representando assim uma manifestação divina na Terra…” Quando essa forma impersonalizada de Deus transcende daquela dimensão elevada para o plano material do mundo, ele — ou ela — é conhecido então como a encarnação ou Avatara…

Em uma concepção mais abrangente, a encarnação poderia ser descrita como o corpo de carne. Mas essa concepção seria talvez errada, conquanto tais formas divinas não se tornam reais seres de carne e osso, ou assumem corpos materiais. Uma alma comum assume corpos materiais de carne e osso, mas no caso dessa manifestação divina, seu corpo e sua alma transcendem a matéria e, embora apareçam como impersonalizações, aquele corpo também pertence a sua essência espiritual… Essa palavra “Avatar” se tornou popular entre os meios de comunicação e informática devido às figuras que são criadas à imagem e semelhança do usuário, permitindo sua “impersonalização” no interior das máquinas e telas de computador… Tal criação assemelha-se a um avatar por ser uma transcendência da imagem da pessoa, que ganha um corpo virtual, desde os anos 80, quando o nome foi usado pela primeira vez em um jogo de computador… Mas a primeira concepção de avatar vem primariamente dos textos hindus, que citam Krishna como o oitavo avatar — ou encarnação — de Vishnu, a quem muitos hindus adoravam como um Deus”.

Não há como ignorar o componente teológico envolvido no filme. Primeiro, pelo nome do filme em si (a orientalização do Ocidente é uma tendência que vem crescendo desde meados do século 20), assim como por um linguajar que faz referência e remete ao hinduísmo. Segundo, pela ideia de espírito / mente de um ser “transmigrar” para outro corpo (em “Avatar”, paralelamente, num mesmo tempo e espaço; no hinduísmo, sucessivamente, noutro tempo e forma de vida). Terceiro, e principalmente, pela noção panteísta de divindade, ou seja, um poder divino embutido na natureza, visualizado e adorado em forma de árvore especial, com a qual é possível estabelecer contato e comunicação (é pessoal), que elege seres para tarefas salvíficas, que mantém aquele mundo em equilíbrio, que move os elementos (animais, por exemplo) que compõem aquele cosmos, que toma a vida (decide quem continua a viver), que realiza o milagre de transferir efetivamente uma alma de um corpo para outro. Quarto, pela semelhança sonora entre o nome da divindade (Eiwa) com Jeová. Seria a tentativa de alguma redefinição do Deus revelado por Jesus, segundo a Escritura? (A tendência atual não é ateísmo, mas uma forma religiosa natural, mais palatável que o Deus bíblico.) Ainda há outros aspectos, mas esses bastam para mostrar o ponto: “Avatar” está cheio de elementos teológicos, no caso, panteístas.

O contraste com o Deus da Bíblia é enorme, pois ele é o Deus Eterno, Criador, o Deus Soberano no universo (não limitado a uma lua do cosmos), o Deus que é espírito puro, o Deus Pai de Jesus Cristo (chamado por alguns hindus modernos de um avatar…), o Deus que ama e salva a sua criação entrando na história e assumindo a cruz para resgatá-la. Sem paranoia, mas vigiando (levando em conta que J. Cameron patrocinou um documentário que questiona a ressurreição de Jesus), o que a cultura contemporânea vem sedimentando em nossa alma? Quais serão os efeitos espirituais reais que tal cosmovisão terá sobre a mente de milhões de consumidores desse tipo de cultura? Pessoalmente, não gostaria de viver em sociedades como as que a teologia hindu pariu (idealizada pela novela “Caminho das Índias”). É claro, portanto, que há uma relação direta entre a teologia e o modo de vida, entre uma teologia idólatra e um modo de vida igualmente reduzido, entre uma concepção panteísta da divindade e uma espiritualidade esvaziada da cruz.

Não vivemos sem cultura. Alimentamo-nos constantemente dela. Esse artigo tem por objetivo despertar a atenção para as expressões culturais que ingerimos. A ideia é provocar reflexão e reação. Gostaria muito de saber quais foram as suas impressões sobre o filme, de ouvir sua ressonância, ainda mais que o diretor já anunciou a continuação de “Avatar” em mais um ou dois filmes.

Autor: Christian Gillis (@prgillis)

 

Rabbit Hole: um caminho para o auto-conhecimento?

“Situações de fechamento, quando a pessoa esconde de si mesma suas dúvidas e falhas, e ainda, sentimentos que participam desse cenário, na melhor das hipóteses devem apenas se transformar numa adaptação forçada. É melhor ter problemas! Problematizar para não ser problemático – para si mesmo principalmente – e sofrer na solidão e no preconceito. Essa situação solitária internamente, escondido dentro de si mesmo, pode gerar problemas futuros com prejuízos na auto estima e mesmo um quadro depressivo.” Esta definição quanto ao quadro situacional de fechamento dentro de si mesmo está contido no artigo “Medical students and counseling” de Orlando Lúcio Neves DeMarco e serve bem para entender “Rabbit Hole” do diretor John Cameron Mitchell, com a botoxada Nicole Kidman e Aaron Eckhart.

Inspirada na peça homônima de David Lindsay-Abaire o filme acompanha o um casal que tentará superar dificuldades que tiveram origem num acidente envolvendo o filho deles. Mesmo com os músculos faciais rijos, Nicole Kidman está razoavelmente bem no papel da mãe, porém somente Lars Von Trier conseguiu extrair dela uma ótima atuação em Dogville. Além dessas limitações, o texto é bom e o clima construído pelo diretor conduz o espectador a uma viagem que os protagonistas fazem em busca do auto-conhecimento, isto é, a carga com a qual eles tem de viver agora não é mais de convenções, está recheado de enganos, frustrações e silêncio.

“Não se deixe enganar em sua solidão só porque há algo no senhor que deseja sair dela”, de acordo com DeMarco este é o instrumento para entender sua solidão num território mais vasto. Mesmo a busca por ajuda psicológica não supre as necessidade das personagens e, muito mais profunda é a libertação de uma culpa proposta por eles mesmos a eles mesmos. Da mesma forma que “buraco do coelho”, no clássico Alice no País das Maravilhas, representa uma viagem de conhecimento, Rabbit Hole dá a oportunidade de reagir à realidade de forma não representativa, fugindo das possibilidades de alternativas, isto é, eu posso fingir que nada aconteceu ou acreditar que o que aconteceu não se resolverá facilmente e terei que conviver com ela eternamente. O roteiro propõe caminhos, mas se auto-sabota, afinal isso se faz inicialmente problematizando, pensando acerca do que ainda não foi pensado a respeito de si mesmo.

Eu não me conheço. Não sei lidar com perdas, frustrações, tristeza. Além destas coisas, busco apenas exorcizar meus demônios por meio de um exercício prático: assistir a uma hora e meia de filme e, na catarse, resgato a esperança e vivo esperando. Esperando o quê? Bem, isso é uma outra história, um outro filme, um outro livro…

Rabbit Hole (2010)
Direção: John Cameron Mitchell /Roteiro: David Lindsay-Abaire / Elenco: Nicole Kidman, Aaron Eckhart, Dianne Wiest, Miles Teller e Sandra Oh

Black Swan: a beleza do caos criativo

Para aqueles que assistiram um dos filmes de Darren Aronofsky não é de estranhar ter conquistado críticos e atingir um público com o inquietante trailer de supense psicológico “Black Swan”, embora este rótulo sirva mesmo para os intelectuais do meio afinal, arte não se explica teoricamente. Ao explorar a profundidade dos sentimentos humanos fugindo das explicações fáceis e simplistas, Aronofsky aponta a desconstrução como caminho para criação, para o fazer arte com qualidade atingindo níveis profundos da expressão em sua plenitude. O caos criativo, expressão que Bertram cunha para o que deve ser ao mesmo tempo controlado por dentro e protegido por fora, toma a personagem de Natalie Portman, em sua mais densa personagem até o momento, de uma abertura ao que é desconhecido de nós, o que não controlamos e que mora dentro de nós.

“Tudo o que é profundo ama a máscara”.  A definição de Nietzsche serve para evidenciar o que há de mais cruel e visceral em Cisne Negro: tornar-se a “prima ballerina” da companhia e fazer o papel principal em “O Lago dos Cisnes” é um jogo de máscaras, ao mesmo tempo sensual, puro, violento, calmo, malicioso, inocente. Da mesma forma em que procura a “zona de conforto” ,a personagem de Natalie Portman é tragada para a beira do abismo, da beleza do caos. Não pretendo sintetizar a experiência de assistir a este tenso trailer a uma simples resenha, fazendo um resumo do filme. Crítica de cinema, ainda mais se estiver na corrida do Oscar, você encontra aos quilos na web. O que me interessa aqui é o limite que separa a tragédia do sacrifício necessário para o alcance da plenitude da expressão artística.

O caráter enigmático das coisas me atrai. O encantamento e mistério travestido de trilha sonora, edição rápida e monstruosa direção, faz de Black Swan uma introdução ao mundo cheio de imagens, sons, odores, código, signos que denominam arte. Há um contrato silencioso entre plateia e diretor/atores: deixe-me te levar para um outro universo. Se aceitar, por vezes se perguntará, durante a projeção, se está realmente fora ou dentro do filme.

Black Swan EUA , 2010 – 108 min. Suspense / Direção: Darren Aronofsky /Roteiro: Mark Heyman, Andres Heinz, John J. McLaughlin / Elenco: Natalie Portman, Mila Kunis, Vincent Cassel, Barbara Hershey, Winona Ryder, Benjamin Millepied, Ksenia Solo, Kristina Anapau

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