Martha Marcy May Marlene

Perturbador.
Talvez esta palavra defina muito bem “Martha Marcy May Marlene”. Um filme independente, desses que faz sua cabeça explodir nos minutos finais, perguntando-se os “porquês”, “como ?!”, “será!?”.

Atormentada por memórias dolorosas, Martha (Elizabeth Olsen) decide fugir da seita religiosa em que vive, onde é conhecida como Marcy May. Ela luta para recompor sua vida na casa de Lucy, sua irmã mais velha, e Ted, seu cunhado. Mas sucessivos pesadelos sobre um passado de abusos tornam sua recuperação difícil. Isolada, Martha desenvolve uma paranoia e passa a acreditar estar sendo constantemente seguida. Para ela, a fronteira entre realidade e ilusão fica cada vez mais frágil. Ganhador do prêmio de melhor direção no Sundance Film Festival 2011. [sinopse do site festivaldorio.com.br]

Instabilidade psicológica, a ausencia de valores sociais e a incapacidade de comportamentos normais, acabam por tornar a jovem cheia de medos, paranóias e no limbo da insanidade mental, como sintetizou bem Sofia em [cine31].

Anúncios

Um método perigoso

O diretor canadense David Cronenberg conseguiu um feito impressionante ao retratrar os pioneiros da psicanálise Sigmund Freud (Viggo Mortensen) e Carl Gustav Jung (Michael Fassbender) conservando o “clima” e a mente revolucionára dos dois em pleno século 20 em “A Dangerous Method”. Como tenho me aproximado, nos últimos meses, da literatura de Jung a fita sintetiza bem – do meu ponto de vista- os pontos de contato entre as duas teorias e os motivos que levaram ao rompimento. Uma ex-paciente de Jung, depois psicanalista, Sabina Spielrein (numa interpretação incrível de Keira Knightley) é mostrada por Cronenberg como responsável pelo desenvolvimento da teoria jungiana. Uma mulher que o diretor faz questão de frisar, teria mais importância do que o registrado pela história oficial no próprio desenvolvimento da psicanálise. Viggo Mortensen, diga-se, está irreconhecível como Freud e o faz sem o maniqueísmo engessado de outras películas que se aventuraram a tratar desta personagem histórica.

Para quem assistirá o filme sem um repertório prévio (eu quero dizer ter lido os livros e não o resumo do wickpedia sobre…) é possível que o resultado não seja o mesmo que foi produzido em mim, isso porque, Cronenberg optou por trazer o diálogo à frente de qualquer resolução rápida de um roteiro hollywodiano e assim fazendo faz emergir inúmero conceitos que podem passar por meras falas de um roteiro. Então o que se tem, com um sessão de análise, é a palavra expondo o que interiormente se intenta e, mesmo o silêncio, em muitos momentos,  quer dizer muito.

ELECTROSHOCK

facebook.com/Electroshockmovie

Directed by Hugo JACKSON, Pascal CHANDELIER, Valentin MICHEL, Bastien MORTELECQUE and Elliot MAREN.

With the voices of Christophe LEMOINE, Ariane AGGIAGE, Michel VIGNE, Laetitia BARBARA, Philipe PEYTHIEU and Véronique AUGEREAU.

Music by Thierry JAOUL, Jose VICENTE and Hugo JACKSON

Mixed by Jose VICENTE and Yoann PONCET, Studio des Aviateurs.

ESMA Ecole Supérieure des Métiers Artistiques 2011

Pedido de casamento em stop-motion (LEGO)

O cineasta americano Walt Thompson re-criou seu pedido em stop-motion utilizando LEGO!

O cara levou 22 horas para produzir e editar mais de 2,600 fotos e as roupas representam o que eles realmente estavam vestindo quando se conheceram!

As respostas que não temos

No clima de relembrar o que vivemos em 2011, muitos programas de TV repassaram a tragédia de Realengo de forma rasa, com flashes das vítimas, em formato vídeo-clipe para lágrimas serem derramadas. Não que elas não devam cair, mas minhas perguntas não são respondidas: por quê?! Um punhado de análises psicológicas e outras tantas, feitas nas coxas, tentam dar conta de explicar tudo o que aconteceu ali…Entretando, eu quero saber como é que a família do executor “passou” por tudo aquilo.

Saindo da realidade brasileira, um filme se propõe a passar a dor da família do assassino em casos como o do carioca. Neste caso, We Need to Talk About Kevin” (Precisamos Falar Sobre o Kevin), acompanha a história de Eva (Tilda Swinton). Morando sozinha e teve sua casa e carro pintados de vermelho. Maltratada nas ruas, ela tenta recomeçar a vida com um novo emprego e vive temorosa, evitando as pessoas. O motivo desta situação vem de seu passado, da época em que era casada com Franklin (John C. Reilly), com quem teve dois filhos: Kevin (Jasper Newell/Ezra Miller) e Lucy (Ursula Parker).

Kevin é o autor do massacre numa escola local. E da mesma forma como alguma tragédia, tipo os massacres em Columbine e Realengo, busca encontrar um motivo para que tenha acontecido, Eva (a mãe) repassa sua história diante de nossos olhos procurando responder as mesmas perguntas que as nossas. Mesmo que a vida inteira do menino (ele comete os crimes quando tem 16 anos) já demonstrava que alguma coisa estava errada, sua mãe e “nós” não poderíamos acreditar que algo mais aterrorizante poderia acontecer. Não direi a vocês como termina o filme, mas ele traz algumas tentativas de dar respostas (!) para questões sobre a maldade humana.

Do ponto de vista artístico, Tilda Swinton – a atriz que interpreta a mãe (Eva) – está numa de suas melhores performances. Inevitavelmente sentimos a sua dor e nos sentimos tão culpados quanto ela pelas tragédias que nos cercam.

Solidão

Animação do estúdio Sticky Monster Lab, da Coreia

Música: The Freaks.

The 360 Project [dancing]

“O Projeto 360” é uma exploração no cruzamento das imagens de fotografia e movimento. É um estudo dos movimentos de dança, capturados simultaneamente por 48 câmeras alinhadas em círculo.

Há dois componentes para “O Projeto 360”: “Ballet 360” (bailarinas da Escola de Ballet Nacional do Canadá) e “Krump 360” (dançarinos de Krump Northbuck). Os dois estilos de dança representam perspectivas polêmicas em ambos técnica e origem – um é beleza, o outro animal. As imagens resultantes se assemelham a um tipo de estátua digital – um momento congelado de pico, que representa a essência de cada forma de dança em 360 graus.

FICHA TÉCNICA

Diretor – Ryan Hughes Enn ryanennhughes.com
Diretor de fotografia – Barry Cheong
Som localização – Barry Cheong
Timelapse Camera – Arash Moallemi
Set Fotógrafo – Melissa Tait
Editor – Ryan Hughes Enn
Zeligsound.com Som Zelig – Mixagem de Som

Imagens adicionais fornecidas por Melissa Tait, Wilcock Mateus, e Enn Ryan Hughes.

Todo o conteúdo © Ryan Hughes Enn 2011.

Entradas Mais Antigas Anteriores

%d blogueiros gostam disto: