P

Pesquisa publicada prova
Preferencialmente preto
Pobre prostituta pra polícia prender
Pare pense por quê?
Prossigo
Pelas periferias praticam perversidades parceiros
Pm’s
Pelos palanques políticos prometem prometem
Pura palhaçada
Proveito próprio
Praias programas piscinas palmas
Pra periferia
Pânico pólvora pa pa pa
Primeira página
Preço pago
Pescoço peitos pulmões perfurados
Parece pouco
Pedro Paulo
Profissão pedreiro
Passatempo predileto, pandeiro
Pandeiro parceiro
Preso portando pó passou pelos piores pesadelos
Presídio porões problemas pessoais
Psicológicos perdeu parceiros passado presente
Pais parentes principais pertences
Pc
Político privilegiado preso
parecia piada (3x)
Pagou propina pro plantão policial
Passou pelo porta principal
Posso parecer psicopata
Pivô pra perseguição
Prevejo populares portando pistolas
Pronunciando palavrões
Promotores públicos pedindo prisões
Pecado!
Pena prisão perpétua
Palavras pronunciadas
Pelo poeta Periferia
Pelo presente pronunciamento pedimos punição para peixes pequenos poderosos
pesos pesados
Pedimos principalmente paixão pela pátria prostituída pelos portugueses
Prevenimos!
Posição parcial poderá provocar
protesto paralisações piquetes
pressão popular
Preocupados?
Promovemos passeatas pacificas
Palestra panfletamos
Passamos perseguições
Perigos por praças palcos
Protestávamos por que privatizaram portos pedágios
Proibido!
Policiais petulantes pressionavam
Pancadas pauladas pontapés
Pangarés pisoteando postulavam premios
Pura pilantragem !
Padres pastores promoveram procissões pedindo piedade paciência Pra população
Parábolas profecias prometiam pétalas paraíso
Predominou o predador
Paramos pensamos profundamente
Por que pobre pesa plástico papel papelão pelo pingado pela passagem pelo pão?
Por que proliferam pragas pelo pais?
Por que presidente por que?
Predominou o predador
Por que? (3x)

Fonte: http://gograpnacional.com.br/

A presença africana no Brasil: reflexo da resistência na constituição da identidade brasileira

“Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados

por sua personalidade, não pela cor de sua pele”. (Martin Luther King)

O objetivo deste artigo é apresentar a importância da mão-de-obra africana, bem como suas formas de resistência, além do processo de “desafricanização” na constituição da identidade brasileira e as proximidades culturais entre África e Brasil. Sendo assim, trata-se de uma análise como resultado-síntese de um assunto que não pode ser apenas relegado a um plano de aula ou leis que implicam aplicação de conteúdos referentes à questão da história e cultura afro-brasileira.

Faz-se necessário, inicialmente, entender e interpretar como foi constituída a mão-de-obra africana no Brasil: quais as razões históricas, políticas e econômicas por trás delas? Tratados como mercadoria, africanos arrancados de suas terras foram submetidos a escravidão, que muitos autores procuram explicar a partir da idéia de que eles já estariam habituados à escravidão. Em princípio, os escravos eram “maquiados” a fim de o valor de compra ser aumentado. Mesmo que inimaginável nos dias atuais, até mesmo documentos de orientação, para a compra e venda, eram utilizados por proprietários e traficantes, comprovando, portanto, o modo como essa mão-de-obra era utilizada em terras brasileiras.

Em três séculos de escravidão cerca de 3,6 milhões de cativos desembarcaram no Brasil, tendo a violência como pauta desta multifacetada sociedade: vivendo em condições inseguras, mesmo os libertos não eram incluídos (utilizando um termo atual) nas relações sociais. Contudo, as marcas deixadas no corpo e, mais que isso, na memória transformou o Brasil num “museu de horrores”. Isso porque, torturas e humilhações eram instrumentos de apreensão do cativo e correntes, gargalheiras, colar de ferro, ou mesmo o “tronco” possuíam caráter pedagógico. Controle era fundamental para a manutenção do negro em seu lugar na sociedade: uma peça, uma coisa. Por outro lado, o que escapa aos que se encarregam de tratar do assunto são as fugas, os abortos e os suicídios que faziam parte do cotidiano da escravidão. A busca desesperada por liberdade levava uma mãe a abortar um filho que queria ver longe daquela humilhação ou ainda, tirar a própria vida numa escolha pela liberdade ao invés da tortura. Essa resistência passa ao largo do medo que muitos têm de tratar do assunto, contribuindo para uma conservação do mito da democracia racial e da representação de um Brasil menos cruel com os escravos.

Uma estratégia de dissimulação viria a orientar a resistência dos africanos para disfarçar seus cultos, seu anseio ou preparação para a liberdade. Destaca-se o conceito de jogo, dança, luta da capoeira em que a “manha” ou malícia se sobrepõe à força física. Impossível não traçar um paralelo entre a situação do escravo e a repressão que vivia. A capoeira então pode ser entendida como um jogo de contrapoder, cujo objetivo é aproveitar o espaço vazio deixado pelo oponente, derrubando-o. Outro aspecto dessa resistência vem da manutenção dos cultos afros. Considerando a intolerância da Igreja, para que os orixás pudessem ser cultuados e os batuques acontecer, os escravos se utilizavam de festas religiosas e seus ídolos para relacionar os santos com os orixás e assim, conservar a resistência religiosa que até hoje mantém, por parte de conservadores religiosos, ares de práticas malignas, ou seja, é ligado automaticamente os cultos afros com a prática do mal. Convém salientar que esse conceito ou discurso, além de falho não representa a construção dos laços de sociabilidade baseados nas dimensões religiosas, lúdicas e artísticas que constituem a identidade brasileira que se faz por escravos, negros, índios, portugueses, holandês, entre outros. Por este motivo reduzir qualquer discussão apenas às esferas culturais ou religiosas é equivocado e nem de longe explora a riqueza cultural construída por meio dessa resistência.

Nossa compreensão sobre os referentes histórico-culturais orienta nosso olhar sobre a questão da história e cultura afro-brasileira elaborando uma consciência crítica sobre as representações de África e acima dos discursos originados do eurocentrismo com suas ideologias sobre o continente africano. As contribuições africanas para a sociedade brasileira vão além dos aspectos religiosos, somos brasileiros porque a identidade nacional foi influenciada por este povo com seus valores, conhecimentos e o conjunto de hábitos e práticas que só enriqueceram o “brasileiro”.

O estudo da história e cultura afro-brasileira abre possibilidades de compreensão dos inúmeros contextos que tornam dinâmica a trajetória do africano no Brasil e afasta as idéias pré-concebidas e preconceituosas acerca do universo afro-brasileiro. Qualquer tentativa de entender o Brasil passa pela abordagem da história da África, bem como não ceder à tendência de menosprezar o que é a marca distintiva desse povo. Não se esgota a fonte de onde são retiradas as referências para interpretação da questão afro-brasileira, isto é, alguns fragmentos de texto ou mesmo uma disciplina de quarenta horas são insuficientes para desconstruir integralmente o preconceito assombroso e disfarçado que o brasileiro tem sobre suas próprias origens. Dessa forma, discutir, repercutir e ampliar as discussões a respeito do tema é de crucial importância para a transformação do olhar, do pensar e do sentimento relacionado à África.

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