Quando descubro que não sou

Não vou criticar, muito menos questionar os porquês da saída do Zé Bruno da Igreja Renascer. O objetivo deste post é ilustrar como pessoas bem esclarecidas, que professam a mesma fé, falam do mesmo Deus e num dado momento percebem que algo está errado. O deputado, também músico do grupo Resgate, se desligou da Igreja Renascer alegando motivos pessoais. Segundo ele, o racha aconteceu com a benção de Estevam e Sônia Hernandes e marcou um novo direcionamento ministerial. Na época da divulgação Zé Bruno preferiu não entrar em detalhes do projeto.

Então, depois que a poeira baixa, eis que:

Sim, ele tem todo o direito de se manifestar quando e como quiser. O que me deixa ainda pasmo é o fato de que durante anos pessoas podem estar sendo “distanciadas” de Deus, por um sem número de rituais irrelevantes para a comunhão com Cristo. Essa distância não é caracterizada pela instrução/educação do fiel, como pretendem alguns argumentar. Muito pelo contrário, quanto mais esclarecidos são os membros, mais ainda o “movimento” é legitimado.

De qualquer forma, algo semelhante ocorreu esta semana. Em entrevista para a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo, a esposa de Kaká, Caroline Celico, fala sobre não seguir nenhuma religião. A ex-pastora e seu esposo confirmaram a saída da Igreja Renascer no final de 2010 sem dar nenhum detalhe. De acordo com a entrevista, Carol Celico mudou de opinião e disse que aprendeu coisas que não estavam na Bíblia.  “Fui entendendo Deus de uma forma diferente. Vi que algumas coisas em que eu acreditava, ou fui levada a acreditar, não estavam na Bíblia”, confessa.

Então, é neste ponto que quero ancorar meu argumento. Não se trata apenas de largar uma denominação por outra. É o movimento de mudar a forma como se lê (literal e conceitualmente) o papel de ser e fazer igreja. Claro que acredito que Deus pode muito bem abrir os olhos, ou melhor, o entendimento para que pessoas possam enxergar sem a ajuda de “intermediários”. Porém, como é que isso não ocorreu antes?

Minha teoria (só mais uma palavra, ok?) é que o evangelho distorcido de hoje está concentrado nos números, nas quantidades, nos eventos, na unção dos líderes, nos milagres, enfim, quem vai questionar uma “Marcha para Jesus” que atrai milhares de pessoas. Se você se posiciona, logo é herege. Se você esclarecer que o motivo para que tantos cantores evangélicos apareçam no Faustão não é “milagre” e sim, força da gravadora/distribuidota, certamente estamos “na carne”, num jargão próprio do meio cristão.

Por isso, esses testemunhos pontuais não enfraquecem minha fé. Ao contrário, me dá ainda mais profundidade para continuar pregando o Reino de Deus, sem intermediários, nem mercenários. Um Reino acessível a todos. Levo a Mensagem da Cruz com ou sem microfone na mão.

Alguns trechos deste post foram retirados da fonte http://noticias.gospelprime.com.br

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