Cinema em casa

Diversas marcas se posicionam de forma ousada perante o mercado, e acabam criando nichos específicos exatamente por causa desse ousado posicionamento.

Será que é sempre que a ousadia dá certo?

A rede de cinemas americana Alamo Drafthouse possui uma política muito severa quanto a conversas paralelas dentro das salas e expulsa sem piedade os clientes que usam celular quando pagaram para assistir a um filme. Parece ser senso comum, mas ainda somos por diversas vezes importunados com o som padrão da Nokia tocando em alguma bolsa ou a luz forte de uma tela com mensagem.

Então, em determinada sessão, uma cliente se viu no constrangimento de ser convidada a se retirar da sala quando foi pega em flagrante utilizando seu celular para mandar mensagens. O bicho pegou, a consumidora “mimada” ligou esbravejando contra a medida tomada e foi aí que a empresa se viu diante de uma oportunidade de reforçar de forma ousada seu posicionamento de mercado. Vejam o resultado abaixo:

Essa ação, além da óbvia ousadia, se mostrou positiva por fortalecer o posicionamento da empresa e acabar criando um nicho de mercado no qual a máxima “regra é regra” é realmente seguida e a etiqueta no cinema é observada de perto. Mas para alguns foi negativa quando nessa forma de comunicar sua rigidez encontrou clientes que sentiram um tom altamente arrogante na mensagem, que não concordaram com o uso da voz da cliente achando que a ação foi exageradamente ousada. São dois pontos de vista extremos, mas que independente da opinião, o viral foi bem sucedido ao lançar a discussão e chamar atenção para a marca. Ser ousado também é “fale mal, mas fale de mim”.

E para filosofar, será que essa ação também não mostra o novo vício do indivíduo contemporâneo em aparelhos eletrônicos, aquela inquietação digital que nos faz não conseguir desligar os aparelhos por apenas duas horas, pois a mão já coça para saber as atualizações do Facebook, ou mesmo compartilhar em tempo real todas as cenas do filme no Twitter? Quando foi que a forma de lazer mudou, que não aproveitamos somente o momento que estamos vivendo por querer viver todos os momentos ao mesmo tempo? E será que isso vai ser considerado sempre negativo? Ou será a oportunidade para um cinema ousado permitir a interação dos seus clientes com suas redes sociais em tempo real na tela?

Fonte: www.chmkt.com.br

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1 comentário (+adicionar seu?)

  1. Cecília
    jun 13, 2011 @ 20:43:23

    hahaha! Demais. Um dos motivos de eu não ir muito ao cinema, é que sofro por antecipação. Fico imaginando um bando de adolescentes sentando na fileira da frente, ou alguém muito empolgado rindo de todas as cenas (nem todas tão engraçadas). Esse vídeo me fez pensar… será que eu aguentaria ficar 2 horas ou mais sem dar um suspiro pelo menos em alguma rede social?? You know? I don’t think so! hahaha

    Responder

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