O fenômeno criativo

Inúmeros significados podem surgir diante de algo considerado como criativo. É necessário distinguir a distinção entre “criatividade”, “fenômeno criativo” e outras dezenas de designações que aparecem na descrição de livros, filmes, música, arte em geral. Cada ser humano possui, o que estudiosos do tema classificam como  capacidade criativa, já que é uma expressão humana. Segundo Kazue Sakamoto criatividade é a expressão de um potencial humano de realização, que se manifesta através das atividades humanas e gera produtos na ocorrência de seu processo.

Mas, parece-me simples demais atribuir como processo natural a construção ou criação de arte, em todas as suas dimensões. Por isso, como Stein propõe a criatividade é o processo que resulta em um produto novo, que é aceito como útil ou satisfatório por um número significativo de pessoas em algum ponto no tempo. Será que existe alguma coisa de que a gente possa dizer: “Veja! Isto nunca aconteceu no mundo”? Não! Tudo já aconteceu antes, bem antes de nós nascermos. Este conceito, de não existência do novo, é construído por um sábio escritor hebreu por volta de 971 A.C. Entretanto, assim como um sem número de fenômenos que não sabemos explicar, mas que adoramos tentar, a criatividade só é possível grandiosa quando entra em contato com o outro.

No ambiente artístico-cultural, o artista tem uma expressão criativa resultado direto de sua libertação de convenções, dogmas e outros parâmetros limitadores. Já no contexto corporativo, alguns livros e palestras pretendem “ativar” esse potencial em qualquer colaborador mais inibido. São capazes inclusive de cunhar expressões cujo sentido é indecifrável: criatividade em equipe. Estranho, não?!

De acordo com Marchusi, a criatividade não teria apenas um fator biológico (inato) como também maturação da experiência. O que em síntese seria o processo criativo, o tempo empregado para a criação de algo, o suor, a transpiração em oposição a criatividade vista como um dom divino, um “estado místico de receptividade a algum tipo de mensagem proveniente de entidades divinas”: insights.

A história de um homem que perguntou o que era prosa e surpreendeu-se ao descobri que falara em prosa a vida inteira, escrita pelo dramaturgo francês Molière, nos ajuda a iniciar a compreensão acerca da criatividade. Enquanto, a liderança consegue persuadir as pessoas a modificarem idéias e comportamentos, um criador bem-sucedido é aquele que oferece às pessoas uma maneira diferente de contemplar o mundo.

Por fim, criatividade pra mim é isso aqui:

Leitura: “O espírito criativo”, organizado por Daniel Goleman.

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